Foram apresentados ontem (30), na sede 54ª Delegacia Regional de Polícia (54ª DRP), em Ivaiporã, Maurício de Oliveira, 34 anos, e Eudner Dutra Santos, 19 anos, conhecido como Dinei, os dois participantes do crime que tirou a vida do adolescente de 15 anos, Udson Evandro Leal Magri, que residia em Jardim Alegre. O corpo da vítima foi encontrado na manhã de sábado com os pés e mãos amarradas por arame, no Rio Ivaí, a aproximadamente 15 quilômetros da ponte do Porto Ubá, no local conhecido como Fervedor, em Lidianópolis.
Conforme o delegado Gustavo Dante, a dupla foi presa no final da tarde de anteontem (29), em Mandaguari. Eles estavam escondidos na casa de um irmão de Mauricio. “Nós tínhamos levantado o endereço que eles estavam escondidos, e depois de horas de campana invadimos a casa. O Mauricio não esboçou reação, o Dinei evadiu pulando o muro, até que conseguimos alcança-lo”.
De acordo com o delegado Dante ambos confessaram o crime parcialmente. “O Mauricio alega que não participou, mas tem ciência que o companheiro matou a vítima. Mas na hora da abordagem da vítima, algumas testemunhas apontam que ele estava junto no carro. Mesmo assim, ele insiste que não teve nenhuma participação”.
Segundo Gustavo Dante, Dinei confessou uma versão “absurda”, dizendo que foi ameaçado e que o Udson estava de posse de uma faca. Conforme relatos do autor ao delegado, a vítima o teria obrigado a seguir com o carro em direção da ponte e depois de um descuido, Dinei teria tomado a faca e jogado fora, e ainda conseguido amarrar a vítima.
“No momento que passavam sobre a ponte o carro parou com problemas mecânicos. Aí tentando evitar que o Hudson saísse do veículo, ele acidentalmente empurrou a vítima que caiu dentro do rio. É um direito deles, darem a versão que achem convincentes, mas que não convenceu a gente que é experiente, nem nossa equipe. Vamos finalizar e levar o mais rápido possível ao judiciário, até porque o inquérito está robusto com provas testemunhais da autoria dos dois no envolvimento do crime”, afirma Dante.
Ainda segundo o delegado, Dinei alega que não esfaqueou a vítima. “O laudo do IML ainda não foi concluído, mas informalmente, a causa morte seria em virtude das lesões causadas pelo autor e não por afogamento, até porque não foi localizado água no pulmão da vítima. Outro fato é que quando retiramos o cadáver do rio, ele apresentava uma lesão nas costas provocada por objeto perfuro cortante e sinais de espancamento. Portanto, uma versão totalmente infundada dada pelo Dinei, que alega ter jogado a vítima ainda com vida no Rio Ivaí”, enfatiza Dante.
Embora, os dois neguem participação no trafico de drogas em Jardim Alegre, o delegado Gustavo Dante acredita que seja a real motivação do crime. “A vitima era viciada em maconha, e os dois são apontados por testemunhas como traficantes. Há relatos que houve um furto de uma droga no interior da casa dos autores [Mauricio e Dinei] e isso seria a motivação do crime”, completa.
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