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Polícia Civil elucida assassinato de jovem surda

Vanuza Borges

| Edição de 30 de julho de 2016 | Atualizado em 02 de dezembro de 2016

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Dois meses depois do corpo da jovem Patrícia Aparecida de Lima, de 30 anos, que era deficiente auditiva, ser encontrado em uma estrada rural entre Arapongas e Rolândia, o assassino foi identificado e preso pela Polícia Civil de Arapongas. Ontem de manhã, Renato Aparecido Volpato e outros seis presos, por homicídio e tráfico de drogas foram apresentados à imprensa pelo delegado-chefe da 22ª Subdivisão Policial (SDP), Osnildo Carneiro Lemes.

Imagem ilustrativa da imagem Polícia Civil elucida assassinato de jovem surda

Os investigadores chegaram até ao autor do crime, que também é deficiente auditivo, após constatar a venda do celular da vítima por ele na feira livre. Na casa do suspeito também foram encontrados um fação, com marcas de sangue, e luvas cirúrgicas. Diante das provas materiais foi pedido um mandado de prisão preventiva.

As investigações apontaram ainda que a jovem mantinha um relacionamento afetivo com Volpato, que é casado, e estaria grávida. Porém, diante do estado avançado de decomposição do corpo, quando foi encontrado, os exames não conseguiram comprovar a gestação. O suspeito, segundo a polícia, confessou o crime.

“Volpato e Patrícia eram amantes e ela estaria grávida. Nos exames não constaram devido ao corpo estar em adiantado estado de putrefação. No entanto, tivemos conhecimento desta informação de um consultório que ela esteve dias antes de morrer”, observa o delegado.

A família de Patrícia não reconheceu o corpo encontrado na Estrada Bandeirantes e, por isso, pediu exame de DNA, que deve ficar pronto dentro de noventa dias. Enquanto isso, o corpo segue no Instituto Médico Legal de Apucarana.

RECENTES

A Polícia Civil também apresentou ontem envolvidos em assassinatos recentes na cidade. Entre eles, Carlos Roberto Silva, Thiago da Silva Brandão, o “Cicatriz”, e Otávio Henrique Bertola, que está foragido. Os três, que já têm passagem criminal por tráfico de drogas, são suspeitos de matar Rodrigo César Cangussu, de 27 anos, no dia 15 de maio, com três disparos de arma de fogo. O executor seria Brandão. O crime aconteceu na área central da Arapongas.

Já Ronald Roberto Nogueira, acusado de homicídio em Londrina, estava escondido em Arapongas. Segundo a polícia, ele assassinou um homem por supostamente assediar sua esposa. Inclusive, Nogueira já havia sido parado em uma blitz da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e fugido do local.

Fagner dos Santos Garcia, também foi preso recentemente pelo assassinato do caminhoneiro Valter Gouveia, de 61 anos, com três tiros na região da cabeça durante tentativa de assalto à residência da vítima.

O crime aconteceu na primeira quinzena de abril na Rua Canário, no Conjunto Centauro, por volta das 23 horas. A identificação o autor foi possível após análise balística do revólver usado, para praticar o crime.

Neste ano, Arapongas registrou, entre latrocínios e homicídios, 16 mortes, seis apenas nos últimos dois meses. (COLABOROU FERNANDA NEME)

Suspeitos foragidos

Outro crime esclarecido é do jovem Jhonatan William da Silva, assassinado em junho no Jardim São Bento. Para a polícia, o autor do crime é Cláudio da Luz Paulino. Ainda sobre este caso, estaria envolvido Diego Henrique Cardoso, conhecido como Tibe, que teria encomendado a morte de Jhonatan, e está foragido.

Também está foragido Adriel Alves da Silva, o popular Maringá, autor do latrocínio de Aparecido Pereira, no final de junho, na Rua Falcão. Participaram do crime também Wellington Ferreira da Silva, que está preso desde o dia dois de junho. Um terceiro envolvido está preso, porém o nome não foi divulgado. No dia do crime, Maringá e Wellington usavam tornozeleira eletrônica. Eles cumpriam pena em regime semiaberto por roubo e tráfico de drogas.

“As prisões são uma grande vitória para a Justiça. A maioria dos presos estava envolvida com o tráfico de drogas”, sublinha Lemes, que aponta que boa parte dos crimes já foram solucionados.