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Polícia Civil frustra quinta tentativa de fuga na cadeia pública de Ivaiporã

Ivan Maldonado

| Edição de 23 de setembro de 2016 | Atualizado em 02 de dezembro de 2016

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Policiais civis e militares frustraram na manhã de ontem, mais uma tentativa de fuga na carceragem da 54ª Delegacia Regional de Polícia (DRP), em Ivaiporã, a quinta do ano. Superlotada, a unidade mantem mais de três vezes mais presos que a capacidade oficial. Os policiais evitaram a fuga após uma campana iniciada na noite anterior que durou até às 6 horas de ontem. Durante o período, os presos escavar um túnel de 1,5 metro de profundidade com extensão de aproximadamente 6 metros que saía na parte de fora da delegacia, ao lado do Instituto Médico Legal (IML).

Imagem ilustrativa da imagem  Polícia Civil frustra quinta tentativa  de fuga na cadeia pública de Ivaiporã

Segundo o delegado Gustavo Dante, após informações do setor de inteligência da Polícia Civil, sobre uma suposta tentativa de fuga foi montada a campana com o apoio da PM. “Passamos a noite acordados ouvindo o barulho do túnel sendo cavado. Após localizar o ponto onde ocorreria a fuga ficamos aguardando, mas por volta das 6 horas, o trabalho deles parou. Acredito que a fuga em massa estava programada para hoje (ontem) à noite”, destaca Dante.

Esta é a quinta tentativa de fuga frustrada na 54ª DRP, em 2016. Em julho, 27 presos conseguiram escapar através de um túnel que foi cavado a partir do solário e com a saída praticamente no mesmo local do buraco encontrado ontem. Ontem pela manhã, o buraco foi concretado para evitar novas fugas.

O Conselho Municipal de Segurança de Ivaiporã (Conseg) teme uma nova rebelião de presos. Segundo o Conseg, o cenário atual da cadeia é o mesmo de novembro de 2013, quando houve uma grande rebelião na carceragem que durou cerca de 15 horas e fez um agente como refém.

O presidente do Conseg, Jair Antônio Burato, diz que a superlotação na carceragem e a manutenção dos presos condenados na cadeia de Ivaiporã é o pavio da bomba que está prestes a explodir.

“Vivemos hoje a mesma situação de três anos atrás quando houve a rebelião. Será que nossas autoridades de segurança, aguardam uma tragédia para que a racionalidade venha. É uma vergonha, tem que se dar um jeito urgentemente nesta situação, é a população, nossos policiais e agentes em risco”, assinala Burato.

A carceragem de Ivaiporã fica no centro da cidade. Com capacidade para apenas 42 internos, a unidade abriga atualmente 153 presos. Quase a metade dos detentos, 75, são presos condenados que deveriam estar cumprindo pena em penitenciárias.

“É um verdadeiro descaso da secretaria de segurança pública. Desde a rebelião, encaminhamos ofícios, já conversamos com o departamento da Polícia Civil do Interior, com secretário de justiça e até com o próprio governador. A única vitória de todo esse processo foi à transferência de apenas 10 presos nesse tempo todo”, comenta Burato.