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Polícia Civil investiga morte de preso

Adriana Savicki

| Edição de 04 de dezembro de 2015 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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A Polícia Civil de Jandaia do Sul abriu inquérito para investigar a morte de um detento de 19 anos da unidade que morreu nesta quarta-feira no Hospital da Providência de Apucarana. Matheus Henrique da Silva Policiano, era diabético e foi internado no último dia 1º. A morte reforça os problemas sanitários da unidade. Nesta semana, a visita de parentes foi novamente interrompida por conta de uma suspeita de surto de tuberculose.
Segundo a delegada Waleska Souza Martins, a polícia tinha conhecimento dos problemas de saúde do detento, que era diabético e estava sob medicação.
“Não temos como avaliar se ele estava tomando os medicamentos, mas assim que pediu, foi encaminhado imediatamente para atendimento médico”, comenta a delegada. Segundo ela, conforme o protocolo, uma investigação será aberta para apurar se houve omissão de cuidados.
O jovem, que residia em Kaloré, já havia sido preso anteriormente. Na época, por conta dos mesmos problemas de saúde, foi pedida a transferência dele para o Complexo Médico Penal de Curitiba, mas o rapaz foi solto antes da liberação da vaga. Policiano, entretanto, foi preso novamente no início de novembro após participar de um assalto a um taxista em Kaloré.
Superlotada, a cadeia de Jandaia do Sul também enfrenta uma suspeita de surto de tuberculose.
Cinco detentos apresentaram sintomas e estão sendo monitorados. “Eles fizeram vários exames clínicos e estamos esperando os resultados para ver que medidas vamos tomar”, afirma a delegada. Por precaução, as visitas dos familiares aos detentos foram suspensas por tempo indeterminado. Ontem, segundo a delegado, os próprios presos se mobilizaram para promover a desinfecção das celas.
SUPERLOTAÇÃO
No início de novembro, exames confirmaram que um dos presos tinha a doença. Ele foi transferido para o Complexo Médico Penal de Curitiba, mas pode ter infectado outros presos. A superlotação da unidade – a cadeia tem 62 presos em um espaço destinado a 12 pessoas – é um fator de risco para doenças respiratórias. Segundo a delegada, o clima chuvoso persistente das últimas semanas também torna o quadro mais complicado por conta do excesso de umidade nas celas.