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Polícia Civil investiga morte de preso na carceragem da 22ª SDP

Vanuza Borges

| Edição de 26 de abril de 2016 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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A Polícia Civil de Arapongas abriu inquérito para apurar duas mortes ocorridas no final de semana na cidade, uma inclusive, dentro da cadeia. A causa da morte de Cleverton de Melo, de 25 anos, que ocorreu na carceragem da 22ª Subdivisão Policial, ainda não identificada. O óbito foi registrado durante a madrugada de ontem. Quando a polícia foi chamada pelos detentos, o corpo estava preso por um lençol nas grades da cela. Os colegas de Melo disseram que ele cometeu suicídio, porém não é descartada a hipótese de homicídio.
Um laudo do Instituto Médico Legal (IML), de Apucarana, que deve ficar pronto dentro de 30 dias, vai apontar a causa da morte. O delegado Carlos Marcelo Sakuma, de Arapongas, avalia que é precipitado falar qualquer coisa sem o laudo. Categórico, ele afirma: “Vamos aguardar o laudo do IML”.
Porém, segundo informações extraoficiais, o preso tinha um histórico de desavença com companheiros de cela e até com policiais. Além da morte de Melo, a carceragem da 22ª SDP, de Arapongas, enfrenta diversos problemas, como a superlotação e infraestrutura deficiente. O local foi projetado para 36 presos, mas abriga atualmente cerca de 200 detentos.
O Conselho Comunitário de Segurança de Arapongas (Conseg) realizou uma visita no final do último mês, para verificar a situação do prédio e dos presos. Um relatório está em fase de elaboração e deverá ser encaminhada para vários órgãos de segurança. O presidente do Conseg, Edwayne Aparecido Areano Arduin, adianta que assim que o dossiê ficar pronto será agendada uma reunião com a Secretaria Estadual de Segurança.
O Conseg reivindica a instalação de um Centro de Detenção Provisória (CDP) no município. Inclusive, o terreno já foi doado para o Estado.
ESPANCAMENTO
Outra situação que é investigada pela Polícia Civil de Arapongas é o espancamento de um homem, de aproximadamente 35 anos, até a morte, na Rua Andorinha Azul, no Bairro Alto da Boa vista, próximo a empresa Colibri. O corpo foi localizado por populares, por volta das 10h30, de domingo, com sinais de espancamento. Até o final da tarde de ontem, a vítima ainda não havia sido identificada no IML, de Apucarana.