Policiais civis que atuam na área da 17ª Subdivisão Policial (SDP), de Apucarana, e na 22ª SDP, de Arapongas, aderiram à paralisação estadual da categoria. A decisão de parar as atividades foi tomada na última sexta-feira após reunião com lideranças sindicais da Polícia Civil. Entre as queixas estão a não reposição inflacionária do ano de 2016, a não implantação das progressões vencidas e não retirada dos presos em carceragens, além da não substituição dos coletes balísticos vencidos.
Nas delegacias, servidores da Polícia Civil realizam atendem somente situações de crime contra a vida (homicídio, latrocínio e desaparecimento), flagrante delito e oitivas (somente com a presença da autoridade), audiência de custódia e cumprimento de mandado de prisão de outras forças policiais.
O policial civil Rômulo Cardoso, de Apucarana, integrante do Sindicato das Classes Policiais Civis do Estado do Paraná (Sinclapol), explica que durante a greve não serão realizados procedimentos de confecção de boletim de ocorrência, emissão de alvará, confecção de carteira de identidade, confecção de atestado de antecedentes, perícia em local de crime, termo circunstanciado, oitiva de testemunhas e cumprimento de ordem de serviço de investigação.
Em nota, a Polícia Civil informou que representantes do Governo do Estado e o secretário da Segurança Pública e Administração Penitenciária, Wagner Mesquita, reuniram-se com as principais entidades representativas de classe da Polícia Civil, na semana passada, para debater as reivindicações.
O documento informa ainda que para amanhã está marcada uma nova reunião na Casa Civil com representantes sindicais de diversas categorias, na qual serão discutidos todos os temas de interesse.
A assessoria reforça também que, mesmo em um ano com rigidez orçamentária, o Estado do Paraná investiu e teve avanços, como a compra de aproximadamente 8 mil novos coletes balísticos e compra de armamento novo, além de novas viaturas policiais – que está em fase de licitação.