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Polícia deflagra última fase da Operação Cangaço e prende 56

Vanuza Borges

| Edição de 25 de março de 2016 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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Integrantes da ‘quadrilha da dinamite’, especializada em explodir caixas eletrônicas, sofreram ontem mais um golpe com a execução da segunda e última fase da Operação Cangaço, comandada pela Polícia Civil. Ao todo, durante as duas fases, foram efetuadas 56 prisões, todas de suspeitos de participar da organização criminosa. Somente nesta última fase, três foram presos e 23 mandados de busca e apreensão cumpridos em sete cidades paranaenses, inclusive, em Mauá da Serra e Ortigueira. Vinte policiais civis de Apucarana participaram da ação.

Imagem ilustrativa da imagem  Polícia deflagra última fase da Operação Cangaço e prende 56

A Operação Cangaço II foi deflagrada por volta das seis horas da manhã. Ao todo, mais de 100 policiais trabalharam para cumprir nove mandados de prisão, destes três foram executados, 23 de busca e apreensão em Curitiba, Londrina, Telêmaco Borba, Ponta Grossa e Imbaú, além de Mauá da Serra e Ortigueira. Como resultado desta última fase foram apreendidas diversas armas, drogas, veículos, além de grande quantia de dinheiro. As prisões ocorreram em Curitiba e Londrina.

De acordo com o delegado-chefe da 17ª Subdivisão Policial (SDP), de Apucarana, José Aparecido Jacovós, em Mauá da Serra e Ortigueira, foram apreendidas drogas e munições. No geral, Jacovós avalia que a Operação Cangaço foi positiva. “Alcançamos alvos que não havíamos atingindo na segunda fase”, relata.

Com as novas prisões, Jacovós acredita que o número de ataques a caixas eletrônicos na região tende a diminuir. “A partir da realização da operação, no início deste ano, não registramos mais explosões em agências na área da 17ª SDP. Acreditamos que este tipo crime e até assaltos a bancos vão diminuir”, diz.

Os presos durante a operação policial são suspeitos de roubar e explodir mais de 20 agências bancárias em diversas cidades paranaenses. Eles vão responder por associação criminosa, associação ao tráfico, tentativa de homicídio, roubo, receptação, posse ilegal de arma e tráfico de drogas.

O secretário da Segurança Pública do Paraná, Wagner Mesquita, reforçou que o trabalho de inteligência das polícias resultou na prisão de 30 integrantes da “quadrilha da dinamite”, que roubaram mais de 20 agências bancárias. “Acabou a farra desta quadrilha”, disse.

Mesquita lembrou também que a organização criminosa recrutou um funcionário da prefeitura de Ortigueira, que operava retroescavadeira, para pilotar a máquina no momento dos roubos. O funcionário público foi preso na primeira fase da operação.

Primeira fase começou em janeiro deste ano

A primeira fase da operação foi deflagrada no dia 21 de janeiro de 2016, quando 21 pessoas foram presas suspeitas de praticar 22 roubos a bancos e caixas eletrônicos. Foram apreendidas 15 armas, sendo uma submetralhadora, além de pistolas calibre 12 e 40 e também de outros calibres, além de carros, munições, farda camuflada, balança de precisão, uma grande quantidade de cigarro, celulares, pen drive, máscaras e computadores.

A ação foi batizada como "Cangaço" numa alusão ao período de banditismo brasileiro ocorrido no Nordeste do Brasil - na época liderado por Lampião.

Apesar das prisões feitas ontem, criminosos explodiram na madrugada uma agência bancária no centro de Jaguariaíva, região dos Campos Gerais. Durante a ação dos criminosos, três pessoas foram feitas reféns. (Com AEN)