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Polícia encerra Operação Bela Vista após 11 prisões

Cindy Annielli

| Edição de 08 de dezembro de 2017 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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A Polícia Civil de Apucarana de por concluída ontem a operação que culminou na prisão de uma quadrilha envolvida com tráfico de drogas, tortura e homicídio. As investigações começaram a partir da localização de dois corpos esquartejados, que foram retirados de uma fossa desativada e enterrados aos fundos de um cafezal, no Parque Bela Vista no início de agosto. No total, 11 suspeitos foram presos, além do chefe do bando que já está detido na Penitenciária Estadual de Londrina II (PEL).
O delegado José Aparecido Jacovós, chefe da 17ª Subdivisão Policial (SDP), disse que o detento comandava todas as ações da quadrilha por telefone. "Usando um celular dentro da penitenciária, Amador Mariano da Silva comandava o tráfico no Parque Bela Vista, ordenava torturas contra vítimas, e execuções", revela o delegado.
De acordo com ele, o detento foi preso durante ação da Divisão Estadual de Narcóticos (Denarc). César Ferrari seria o 'gerente' do esquema. Ele foi preso em 31 de agosto, em Sarandi, e é apontado como o assassino de Arislian Glenda Lemos, de 24 anos, e Valdecir Amarildo Gonçalves, de 52 anos. Os dois foram mortos por causa de dívidas.
Com a prisão de Ferrari, Jonatan Rafael Alves Primo, conhecido como Japonês, ficou responsável por comandar o tráfico de drogas no bairro. Ele e outros envolvidos como a esposa de Amador e a familiares de Ferrari - um irmão, a esposa, a cunhada e a mãe dele - foram presos.
Segundo o Jacovós, a polícia conseguiu interceptar as conversas telefônicas dos suspeitos. Os áudios confirmam o envolvimento dos 11 detidos nos crimes foram anexados ao processo. 
"De dentro de uma penitenciaria os presos estão utilizando celulares para ordenar mortes, torturas, vender drogas. Parece que estão na casa deles", comenta. 
Jacovós informou que a maior parte da quadrilha foi presa, contudo, existem outros suspeitos que continuam em liberdade. Nove dos 11 presos estão detidos em Apucarana. (CINDY ANNIELLI)