A Polícia Civil instaurou inquérito para investigar a responsabilidade do acidente com fogos de artifício que feriu três crianças e uma adolescente, após a festa de réveillon em Grandes Rios. A polícia recebeu informações de que, na manhã de sexta-feira, as crianças, de 6, 9 e 11 anos, e a adolescente de 17 anos recolheram um artefato que falhou durante a queima de fogos realizada em um campo de futebol da cidade. Houve uma explosão e as crianças foram socorridas com queimaduras de segundo grau e encaminhadas ao Hospital da Providência em Apucarana. O caso mais grave é o da adolescente pode ser transferida para hospital especializado no atendimento de queimados.
O delegado Antônio Silvio Cardoso, conta que o show pirotécnico foi promovido pela prefeitura. Na manhã de sexta-feira, um grupo formado por crianças e adolescentes, entre eles um casal de irmãos, encontraram um artefato que falhou. A adolescente acendeu o dispositivo em um terreno baldio ferindo ela e as três crianças.
"Ainda é cedo para apontar o culpado. Primeiro é preciso ouvir familiares das vítimas e testemunhas", assinala o delegado Sílvio Cardoso, que começou a ouvir envolvidos ontem.
Materiais foram recolhidos no campo de futebol, onde o show pirotécnico foi realizado e também no terreno onde o acidente aconteceu. As amostras serão encaminhadas à perícia.
"O objetivo é ver se os materiais coincidem. Mas tudo indica que as crianças pegaram a bomba no campo de futebol", diz o delegado.
Cardoso ressalta que existem normas que regulamentam o manuseio de fogos de artifício. "É obrigação de quem organiza shows pirotécnicos recolha do local os materiais que não foram detonados para evitar acidentes. Além disso, como o manuseio tem regras específicas, também vou verificar se elas foram cumpridas", assinala.
O prefeito de Grandes Rios, Antônio Claudio Santiago, disse à reportagem que contratou uma empresa especializada, de Londrina, para realizar o show pirotécnico. Contudo, ele disse que prefere aguardar o resultado da perícia para se pronunciar.
BOLETIM MÉDICO
Segundo o Hospital de Providência, as quatro vítimas permanecem internadas. O caso mais grave é o da adolescente de 17 anos. Ela apresenta queimaduras de segundo grau no rosto, região cervical, membros superiores e inferiores. A paciente está consciente e apresenta quadro estável. Já as crianças apresentam queimaduras de segundo grau em membros superiores, inferiores, abdome e face. Elas seguem internadas sem previsão de alta.