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Polícia investiga morte de recém-nascida

Cindy Annielli

| Edição de 02 de janeiro de 2018 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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A Polícia Civil interrogou ontem a adolescente de 17 anos suspeita de estrangular o filho recém-nascido, no banheiro da Unidade de Pronto Atendimento (UPA), em Apucarana. A criança e a mãe foram encaminhadas ao Hospital da Providência, contudo o bebê não resistiu e morreu. O corpo foi sepultado anteontem à tarde, no Cemitério Cristo Rei. 

Imagem ilustrativa da imagem Polícia investiga morte de recém-nascida


O fato aconteceu na madrugada de domingo (31). Segundo a polícia, a adolescente foi encaminhada à UPA com fortes dores abdominais. Inicialmente ninguém sabia que ela estava grávida, incluindo a família. Antes de ser atendida, a jovem entrou no banheiro da unidade e, depois de um tempo, funcionários decidiram arrombar a porta após ouvirem uma movimentação estranha e o choro de uma criança. Eles teriam flagrado a jovem enforcando o bebê e tentando jogá-lo no vaso sanitário.
O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) encaminhou o recém-nascido, uma menina, juntamente com a mãe ao Hospital da Providência Materno Infantil. De acordo com informações apuradas junto ao hospital, a recém-nascido ficou na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), contudo, não resistiu e morreu. Exame do Instituto Médico Legal (IML) deve detalhar a causa da morte. A criança estava com sinais de agressão. A mãe do bebê recebeu alta ontem pela manhã e foi escoltada por policiais diretamente à delegacia, conforme a assessoria do hospital. 
O delegado-adjunto da 17ª Subdivisão Policial (SDP), Marcos Felipe da Rocha Rodrigues, confirmou que interrogou a adolescente e a mãe dela, contudo, disse que ainda é precoce divulgar maiores detalhes dos depoimentos. "Ainda estamos apurando. A investigação gira em torno de dois crimes, infanticídio, que consiste na morte do filho provocada pela mãe por ocasião do parto ou durante o estado puerperal, e homicídio", informa. 
Rodrigues também tenta descobrir se a adolescente utilizou alguma prática abortiva anteriormente. Segundo ele, funcionários da UPA e do hospital que atenderam a adolescente e o bebê também serão ouvidos antes da conclusão do inquérito.