A manhã de ontem foi de emoção para a soldado Paula Pedrini Casagrande, telefonista do 10º Batalhão da Polícia Militar (BPM) e para a família do recém-nascido Vitor Gabriel, de 1 mês e quatro dias, de Apucarana. Foi a policial que atendeu, no último sábado, a ligação desesperada de Tatiana Santos, 35, que pediu ajuda após o bebê engasgar com leite.
Com calma, a policial orientou a mãe, que repassou os comandos para o marido Denilson Ferreira de Lima, 26, fazer os movimentos que ajudaram a salvar o bebê.
O procedimento durou cerca de 15 minutos, enquanto a telefonista fazia o contato com as equipes de emergência médica e a equipe de policiais militares. “Ele estava desacordado. Foi desesperador. Fizemos tudo que a soldado Paula foi falando e um tempo depois o Vitor voltou a respirar e abrir os olhinhos”, recorda o pai.
Para Tatiana, o que foi feito por Vitor através de um simples telefonema, está além da gratidão. “Não temos como agradecer tanta atenção e dedicação da policial. Seremos eternamente gratos pelo o que ela fez pela nossa família”, reforça. Ela conta que queria ligar no Corpo de Bombeiros, mas na hora do susto só conseguiu lembrar do telefone 190 da PM.
O alívio da recuperação do recém-nascido foi passado, por telefone, para a policial, que também comemorou. “Foi um alívio saber que o bebê estava voltando a respirar e que a equipe tinha chegado no local. Eu também voltei a respirar nesta hora porque sabia que estavam seguros. Fiquei extremamente feliz por saber que os pais agora estão orientados e não irão passar por outro susto como este”, comemora.
O procedimento realizado em Vitor pelos seus pais, chamado manobra de Heimlich, explica a soldado Paula, é demonstrado em vídeos na internet e também em cursos de puericultura ofertados nos postos da cidade. “Todos pais deveriam fazer. Colocamos o neném no antebraço, de barriga baixo e batemos nas costas com a palma da mão com uma certa firmeza para que o leite saia das visas aéreas”, explica
Após a visita, a soldado Paula recebeu uma homenagem do comandante do 10º BPM de Apucarana, o major Roberto Cardoso. “É muito gratificante ter o trabalho reconhecido e poder ajudar a salvar vidas”, destaca Paula, acrescentando que esta não foi a primeira vez que ela precisou dar orientações. “Recentemente recebi uma ligação muito parecida com esta e que também teve um desfecho positivo”, diz. FERNANDA NEME