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Preços de alimentos variam até 155% de um mercado para outro em Apucarana

Da Redação

| Edição de 01 de abril de 2022 | Atualizado em 01 de abril de 2022

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Com a inflação encarecendo cada vez mais o custo da alimentação, uma simples pesquisa de preço pode garantir economia na hora das compras de mercado. Pesquisa divulgada nesta sexta-feira (1) pelo curso de Ciências Econômicas da Universidade Estadual do Paraná (Unespar), campus Apucarana, mostra que os preços de produtos podem variar até 155% de um estabelecimento comercial para outro.

O estudo realizado em 26 de março em cinco grandes supermercados da cidade aponta variação percentual de 32,09% entre os preços máximos e mínimos de um total de 56 produtos levantados. A compra feita com base no menor preço soma R$ 479,15, contra 632,93 no maior preço, uma diferença de R$ 159,22 (32%). Foram pesquisados itens de alimentação, higiene pessoal e limpeza. A pesquisa compara itens de mesma marca e também os de menor e maior preço encontrados nos estabelecimentos. 

A maior variação foi constatada no custo do macarrão espaguete 500 gramas, sem especificação de marca encontrado entre R$ 2,58 e R$ 6,59, uma diferença de 155,4%.

A segunda maior variação também foi constatada no preço do macarrão espaguete da marca Floriani, 500 gramas, vendido entre R$ 3,59 e R$ 6,59, variação de 106,6%. Outro produto com variação significativa foi o frango, comercializado entre R$ 8,25 e R$ 10,9 o quilo, variação de 104,8%. 

No comparativo mensal os produtos pesquisados pela Unespar apresentam alta 11,2%. Em fevereiro a cesta custava R$ 505,43, e em março a compra dos mesmos produtos ficou R$ 56,9 mais cara, R$ 562,35. Entre os itens que sofreram alta no preço médio estão o frango (41,4%), macarrão sêmola (27,4%) e óleo de soja (20,5%) farinha de trigo (17,1%).

NA PONTA DO LÁPIS

Na tentativa de driblar a inflação dos alimentos, os consumidores adotaram o hábito de pesquisar preços e colocam tudo na ponta do lápis, ou no bloco de notas do celular. Como é o caso de José Pina, 42 anos, que trabalha como encarregado de recebimento de um mercado e acompanha sempre as ofertas na empresa em que trabalha e também em outros supermercados da cidade. Casado e pai de dois filhos ele conta que gasta em média R$ 1 mil em compras de alimentos todo o mês. E para suprir a demanda de comida para os quatro moradores, Pina conta que pesquisa preços e compra onde sempre tem promoção. Ontem, por exemplo, ele foi até um estabelecimento para comprar carne de frango e de porco que estavam em oferta. 

“O custo de vida está mais alto e tudo está mais caro. Então eu sempre aproveito promoção para economizar. Hoje é o frango e porco. Carne de boi é um luxo, compro somente quando estiver mais barata”, comenta.