Prefeitos da Associação dos Municípios do Vale do Ivaí (Amuvi) foram nesta semana à superintendência do Departamento de Estradas e Rodagens (DER), em Curitiba, para cobrar melhorias nos trechos das rodovias PR-272 e PR-466. As rodovias, que fazem parte do corredor rodoviário que liga o sul ao norte do Paraná, se encontram desgastadas, com buracos e acostamento deteriorados em vários trechos. Os prefeitos também tomaram conhecimento dos estudos preliminares que vêm sendo realizado pelo DER para concessão da rodovia entre os municípios de Mauá da Serra a Ivaiporã para a iniciativa privada.
Segundo Luiz Carlos Gil, prefeito de Ivaiporã e presidente da Amuvi, a reunião foi positiva, apesar da promessa das melhorias com execução a partir de 2016. “Os diretores do DER alegam que havia uma licitação para realizar as obras nas rodovias do estado. Mas em razão da alta no preço dos combustíveis as empresas acabaram abandonando os contratos. Em fevereiro vai haver uma nova licitação e recebemos a promessa do DER que não só a PR-466, mas todas as rodovias do Vale do Ivaí serão priorizadas. Por enquanto, eles continuarão com as operações tapa-buraco”, explica Gil.
Ainda durante a reunião, foi apresentado aos prefeitos um estudo preliminar para a privatização das rodovias PR-272 e a PR-466. A discussão agora está entre a forma de concessão, direta ou patrocinada. “Que a rodovia vai ser pedagiada isso não temos mais dúvidas. O que pedimos é que seja então através de Parceria Publica Privada patrocinada”, explica Carlos Gil.
PARCERIA
Por intermédio de uma PPP, o Estado pode selecionar e contratar uma empresa privada que ficará responsável pela prestação dos serviços. Na modalidade patrocinada, o parceiro privado planeja, executa e opera a manutenção da rodovia, que será paga pelo Estado na forma de contraprestação adicional. Nessa modalidade entram os recursos da empresa privada e dinheiro público.
Nessa modalidade de concessão, destaca Carlos Gil, as tarifas ficam mais baratas. “Hoje a maioria das tarifas no Paraná, que são por concessão direta, ficam em torno de R$ 12 a cada 100 quilômetros. Já pelo sistema as concessões na modalidade patrocinada, o preço do pedágio cai pela metade”, completa Carlos Gil.