A Prefeitura de Apucarana está prestes a lançar um edital para reforma completa de um prédio de 3 mil m² junto à estação ferroviária, na Barra Funda. O local, depois de reformado, será palco de uma incubadora para pequenas empresas. O chamado ‘polo das facções’ tem como objetivo trazer para a formalidade e ajudar a crescer pequenas fábricas que, hoje, funcionam na clandestinidade.
De acordo com o prefeito Beto Preto (PSD), a licitação para a reforma do prédio deverá ser lançada nas proximidades do dia 28 de janeiro, fazendo parte das comemorações do aniversário da cidade. “Estamos finalizando o documento para a publicação. Ainda não sabemos qual o valor exato da obra, mas calculamos que ficará entre R$ 200 mil e R$ 300 mil”, ressalta.
O imóvel, localizado junto aos trilhos da linha férrea, irá passar por uma completa revisão de suas instalações hidráulicas e elétricas, além de receber divisórias e melhorias em geral. “Este local irá abrigar, inicialmente, 25 facções de fundo de quintal, que virão para o barracão já formalizadas. Queremos dar oportunidades para estas pequenas empresas crescerem”, anuncia o prefeito.
O trabalho de orientação para que as empresas saiam da clandestinidade já vem sendo realizado na cidade, mediante parcerias firmadas com a Associação Comercial, Industrial e de Serviços de Apucarana (Acia), do Sindicato das Indústrias do Vestuário de Apucarana e do Vale do Ivaí (Sivale) e do Arranjo Produtivo Local (APL) do Boné. O investimento em Microempreendedores Individuais (MEIs), através da Sala do Empreendedor, e também em outras modalidades de negócio também vêm apresentando bons resultados.
No Polo da Facções, a prefeitura, por meio da Secretaria de Indústria e Comércio e Sebrae, pretende criar um modelo de trabalho cooperativo. “A ideia é planejar uma linha de produção, com todos os segmentos da cadeia produtiva, incluindo os setores de corte, costura e acabamento, como forma de reduzir custos e viabilizar os negócios”, informa Beto Preto.
O contrato de compra da área de 7 mil m², onde o barracão se encontra, foi assinado em novembro de 2015. O espaço pertencia à Rede Ferroviária Federal Sociedade Anônima (RFFSA) e, após a extinção da empresa, passou a ser do Governo Federal. No entanto, o prédio acabou ficando sem utilização, o que motivou a prefeitura a adquirir o espaço. Pelo imóvel, o município pagará ao todo R$ 1,1 milhão, sendo R$ 56 mil pagos à vista e o restante em 10 anos.