Com apoio de um guincho e um caminhão muque, operários da Prefeitura de Apucarana deram continuidade ontem ao abate das árvores de grande porte do Cemitério Cristo Rei. Exigência do Instituto Ambiental do Paraná (IAP) e Ministério Público (MP), a erradicação das árvores vem sendo realizada desde o ano passado e está em fase de finalização. Há dez dias, um eucalipto de grandes proporções destruiu o telhado e três salas de aula da Escola Municipal Mateus Leme.
Segundo o diretor superintendente da Autarquia de Serviços Funerários (Aserfa), Marcos Bueno, cerca de 10 árvores de grande porte ainda precisavam ser abatidas no Cemitério Cristo Rei. Pelo menos duas foram cortadas na manhã de ontem.
“É uma operação trabalhosa porque não podemos simplesmente derrubar a árvore. É preciso tirar os galhos e ir cortando em etapas, o que demanda tempo e equipamento”, comenta.
Além de guincho e muque, caminhões basculantes e um mutirão de operários da Prefeitura trabalhou para retirada de galhos.
Segundo Bueno, apesar dos pedidos da comunidade, as árvores não serão replantadas no cemitério. “A legislação ambiental não permite o plantio de árvores perto de jazigos. A população vai estranhar a falta de sombra, mas estamos cumprindo a lei”, comenta.
Segundo ele, a maior parte das árvores erradicadas estava condenada. “São árvores antigas que estavam comprometidas, trazendo também riscos de acidentes como o que ocorreu na escola”, comenta.
Por conta da queda da árvores, a prefeitura precisou licitar uma reforma substancial na escola Mateus Leme, que não ofertará ensino em tempo integral no primeiro semestre do ano que vem.
Segundo Bueno, entretanto, o desafio maior envolve o cumprimento da medida no Cemitério da Saudade. Com ruas internas mais estreitas, que impossibilitam a entrada de equipamentos pesados, o local tem 80 árvores para ser abatidas.
“Finalizamos nesta semana uma tomada de preços para o serviço, que deverá ser feito por empresas especializadas”, comenta.