Uma situação inusitada frustrou um plano de fuga que estava em andamento ontem de madrugada no Minipresídio de Apucarana. Um detento da unidade ficou preso ao tentar passar por um buraco que havia sido escavado para a fuga dos presos. Diante do incidente, os detentos precisaram acionar os agentes carcerários, que providenciaram o socorro. Depois do flagrante, a unidade passou por uma vistoria que localizou armas artesanais, barras de ferro, celulares e drogas sintéticas.
O objetivo da vistoria, que foi feita por agentes carcerários com o apoio da Polícia Militar e Polícia Civil, era localizar objetos que pudessem ser usados para novas tentativas de fugas. Além de armas artesanais, os agentes, com apoio dos policiais, retiraram da unidade uma grande quantidade de roupas que podem ser usadas para confeccionar cordas improvisadas.
De acordo com o delegado José Aparecido Jacovós, chefe da 17ª Subdivisão Policial (SDP), que acompanhou a vistoria, os agentes foram comunicados que um detento estava sendo ameaçado pelos companheiros de cela e, por isso, tentou passar para a galeria ao lado por meio de um buraco na parede. Contudo, a polícia decidiu verificar a situação e constatou que, na realidade, tratava-se de uma tentativa de fuga.
“A notícia era que ele estava sendo ameaçado e tentou passar de uma cela para outra. No entanto, verificamos que no dia de visita, os presos serraram a grade da galeria e durante a madrugada tentaram fugir. Só não conseguiram porque um preso ficou entalado e frustrou a ação. Em razão disso, entramos no presídio e tiramos grande quantidade de objetos para fazer a vistoria”, esclarece o delegado.
Jacovós revela que, diante da tentativa de fuga e uso de familiares para ocultar a visão das câmaras, regras mais duras para dia de visitas devem ser tomadas. Na semana passada uma mulher foi presa no dia da visita ao tentar esconder um celular na tubulação de esgoto.
O Minipresídio, que foi projetado para 96 presos, abriga atualmente mais de 300, o que agrava o problema.
(COM CINDY ANIELLI)