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Prevenção deve começar na juventude

Vanuza Borges

| Edição de 18 de agosto de 2016 | Atualizado em 02 de dezembro de 2016

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No mês dedicado à saúde do homem, os números alertam para a necessidade de mudanças de hábitos. Segundo dados da 16ª Regional de Saúde (RS), de Apucarana, no primeiro semestre deste ano foram registrados 778 óbitos. O que chama atenção são as causas de morte e a faixa etária. Dos 20 aos 60 anos, as principais causas de mortes são externas, que incluem acidentes de trânsito e trabalho e homicídio e suicídio. Ao entrar na terceira idade, a situação se inverte e são as patologias evitáveis as maiores vilãs da saúde do homem.

Imagem ilustrativa da imagem Prevenção deve começar na juventude

De acordo com o balanço da 16ª RS, a principal causa de morte após os 60 anos são as doenças do sistema circulatório, que representam quase 30% dos casos. Entre as principais patologias associadas ao coração estão infarto do miocárdio, acidente vascular cerebral (AVC), aterosclerose, que é quando as veias se tornam espessas impedindo o fluxo de sanguíneo e transporte de oxigênio e nutrientes, e a hipertensão, que atinge cerca de 25% da população adulta no Brasil, entre outras. A hipertensão também é considerada um fator de risco, assim como os maus hábitos alimentares, sobrepeso, sedentarismo, tabagismo e estresse excessivo.

No caso das doenças associadas ao coração, os números mostram que a partir dos 50 anos o quadro fica mais sensível. Só neste primeiro semestre foram 34 mortes registadas por doenças do sistema circulatório.

Como a segunda causa de óbito masculino aparece as neoplasias, que representam 17% das notificações. No primeiro semestre deste ano, de 139 situações registradas, 127 são de pacientes acima de 60 anos, que corresponde a 91%.

PRÓSTATA

O Instituto Nacional do Câncer (Inca) estima que 61,2 mil novos casos de câncer de próstata para o Brasil em 2016. Esses valores correspondem a um risco estimado de 61,82 casos novos a cada 100 mil homens.

Ainda de acordo com o relatório, sem considerar os tumores de pele não melanoma, o câncer de próstata é o mais incidente entre os homens em todas as regiões do país. O urologista Hélio Kissina, de Apucarana, observa que o diagnóstico precoce diminui em de 20 a 30% a mortalidade da doença. “Por isso, é importante fazer exames de rotina. No caso da próstata, a partir dos 45 anos. O diagnóstico completo é feito através dos exames de toque retal e de sangue, chamado de PSA”, alerta.

Já a terceira causa de mortes masculinas na regional, com 14%, são as doenças do sistema respiratório, que abrangem gripe, resfriado, enfisema, tuberculose, pneumonia e infecções provocadas por bactérias, fungos ou vírus.