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Primeira mulher presidente da Acil/Londrina é de Apucarana

DA REDAÇÃO

| Edição de 24 de junho de 2021 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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Filha de Apucarana, a empresária Marcia Mocelin Manfrin, presidente do Grupo Dela Foods, que atua em mais de 11 estados brasileiros, é a primeira mulher eleita presidente da Associação Comercial e Industrial de Londrina (ACIL), instituição de 83 anos. Ela leva a experiência de ser a fundadora da Apetit, empresa que se tornou a 4ª maior do Brasil no ramo da alimentação corporativa, empregando mais de 2 mil pessoas. Em entrevista à Tribuna, a empresária falou sobre a eleição para a presidência da entidade, o mundo corporativo e sua relação com a cidade natal, Apucarana.

Tribuna do Norte - Márcia, você é a primeira mulher a assumir a presidência da Acil, uma entidade que teve início no final da década de 1930. Na sua visão, por que demorou tanto tempo para uma mulher assumir a presidência na entidade?
Márcia Manfrin - O fato de ser a primeira mulher a ocupar a presidência da Associação Comercial e Industrial de Londrina para mim é um grande orgulho. As mulheres ao longo dos anos vêm se desenvolvendo em suas carreiras e trilhando um caminho com foco na liderança. Ela vem crescendo e abraçando cada vez mais posições de protagonismo. É um processo natural que deve acontecer mediante o entusiasmo e desejo de cada um. Eu tenho como princípio construir um legado para as próximas gerações que venham assumir então o papel de liderança desta tão conceituada instituição chamada Acil.

TN - Como foi seu início no mundo do empreendedorismo?
MM - Comecei a trabalhar aos 13 anos de idade já empreendendo, acho que isso está na veia de cada um, no desejo de crescer e ser melhor a cada dia. Iniciei a minha empresa Apetit com 22 anos de idade, sem experiência nesse segmento mas com muita vontade de aprender e desbravar o mundo, fazendo a construção de um negócio que fosse fonte de inspiração para outros, e assim tem sido ao longo dos anos, não é fácil, mas é um grande desafio, permanecer num mercado tão competitivo, liderado por homens, e tão necessário que se faça um acompanhamento milimétrico a cada dia, em cada setor. Nós temos uma oportunidade ainda de crescimento muito grande nesse segmento e nós não perderemos o foco em relação a isso, para que possamos continuar sendo referência neste mercado tão importante para o Brasil.

TN - Você acredita que a pandemia tem incentivado as pessoas a empreenderem, já que muitos perderam seus empregos?
MM - A pandemia trouxe um novo desafio para o mercado e o desempregado hoje, as pessoas que perderam seus postos de trabalho precisam se reinventar. Nas crises nascem as grandes oportunidades, essa é uma lição que muitos países já nos deram com o pós-guerra, como as grandes epidemias e países que se reinventaram. O Brasil vem passando por uma crise extraordinária mediante a pandemia com reflexos na economia e isso tem nos ensinado muito a sermos mais resilientes, desbravadores e descobrirmos talentos que nem sabíamos que tínhamos. O empreendedorismo vem nascendo pelas MEIs, pelos pequenos empresários, e nós, esperamos que todos possam crescer pois o sol brilha para todos e existe oportunidade para criar e se desenvolver em todos os aspectos de trabalho no mundo dos negócios.

TN - Como você vê o protagonismo feminino no mundo empresarial hoje?
MM - A mulher vem ocupando um espaço cada vez maior nas principais lideranças, nos conselhos de administração, na política, bem como no associativismo. Eu entendo como um crescimento natural porque o ingresso das mulheres no mercado de trabalho ainda é recente, nós estamos falando de algo na casa de um século. Esse crescimento tem sido bastante importante, nós sabemos que o protagonismo feminino traz o equilíbrio nas relações humanas. Eu acho que a mulher ela é tão capaz quanto o homem e não deve ocupar a liderança, mas sim o equilíbrio dentro das funções, dentro das organizações. Eu sempre acreditei que nós não precisamos disputar, nós precisamos somar e fortalecer as bases de tudo aquilo que nós nos propusermos a fazer.

TN - Você é de Apucarana. Quais lembranças tem aqui da sua cidade?
MM - Nasci na cidade de Apucarana, me mudei por um tempo depois voltei a morar em Apucarana antes de me estabelecer em Londrina. E as boas lembranças da minha vida, nos tempos de adolescência, foram deixadas aí. Eu tenho grandes amigos nessa cidade linda, tive aí o meu primeiro emprego no banco Itaú e jamais vou esquecer com total gratidão o que essa cidade me ofereceu. Apucarana é linda, vibrante e eu guardo daí as melhores lembranças