Mesmo sem ter sido testada em humanos, a busca pela substância fosfoetanolamina não para de crescer e tem sobrecarregado o sistema judiciário de São Carlos (SP).
Acostumada a receber em média de 200 a 250 novos processos por mês, a Vara da Fazenda Pública local tem recebido, nas últimas duas semanas, cerca de 160 processos, por dia, de pessoas interessadas na substância alardeada como suposta cura para vários tipos de câncer.
Essa substância, porém, não passou por testes para apurar a eficácia em humanos. Não é considerada um medicamento pela Anvisa e os efeitos nos usuários são desconhecidos. A droga foi pesquisada no Instituto de Química da USP (Universidade de São Paulo) em São Carlos e o coordenador do estudo, o hoje professor aposentado Gilberto Chierice, a distribuía informalmente a pessoas com câncer.
'De acordo com dados do cartório, há cerca de 1.200 pedidos de liminares já deferidos e outros 1.200 aguardando julgamento.