Os Núcleos de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon) de Arapongas e Apucarana estão fiscalizando postos de combustíveis para coibir reajustes desnecessários. Nos últimos dias estabelecimentos dos dois municípios têm registrado filas e uma procura acima do normal. A corrida por combustível é motivada pela greve dos petroleiros e manifestação de caminhoneiros prevista para segunda-feira.
Em Arapongas, o Procon vai iniciar um processo administrativo na próxima semana para notificar postos de combustíveis do município que estão praticando valores abusivos. O chefe do Procon, Paulo Sérgio Camparoto, disse que recebeu diversas denúncias e pedidos de providências sobre alta no valor da gasolina e etanol em estabelecimentos da cidade.
Equipes de Arapongas iniciaram a vistoria na quinta-feira para colher informações sobre os valores, informa Camparoto. "Será uma fiscalização pesada para verificar o que está legal e o que está irregular. Se houver prática criminosa o caso será encaminhado ao promotor de justiça", adianta.
Camparoto disse que o Procon está levantando preços de toda a região para comparativo. Ele explica que, além do reajuste permitido pela Petrobras, que estabeleceu 6% de aumento no valor da gasolina e 4% para o diesel, houve repasse do Governo Estadual por conta do aumento dos impostos.
"No entanto, vamos verificar todos os estabelecimentos porque não existe tabelamento nos preços dos combustíveis, porém, o aumento injustificado neste momento de crise e paralisação será caracteriza crime", assinala Camparoto.
APUCARANA
Em Apucarana, equipes do Procon de Apucarana fiscalizaram 27 estabelecimentos da cidade entre quinta e ontem. De acordo com o coordenador Robson Souza Cruz, as notas fiscais foram analisadas e nenhuma irregularidade foi constatada até o momento.
Souza Cruz disse que o aumento no valor dos combustíveis é consequência do reajuste nas refinarias, estabelecido pela Petrobras no final de setembro. Em média, o preço dos combustíveis subiu R$ 0,20 em Apucarana, informa o coordenador.
"Até então está tudo dentro da normalidade. Esse aumento foi autorizado pelo governo e direto da Petrobras. Acabou que, coincidentemente, o reajuste foi repassado agora. Não tem nada a ver com a greve", assinala.
Na opinião do coordenador, a população não precisa ficar preocupada. "As redes sociais acabam inflamando a população, mas não há motivo para desespero", pondera.
Contudo, o coordenador afirma que o Procon vai continuar monitorando os estabelecimentos nos próximos dias para verificar se existe alta oportunista no preço dos combustíveis.
“Na outra greve chegaram a comercializar etanol a R$ 4 o litro e a gasolina a R$ 7”, comenta.