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Produtividade em alta no Paraná

Agência Estadual de Notícias

| Edição de 30 de abril de 2017 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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O Paraná está encerrando a colheita da safra de grãos de verão 2016/2017 com um desempenho jamais visto. Serão colhidos na safra de verão 24,5 milhões de toneladas de grãos, um aumento de 21% sobre igual período do ano passado. Em nova reavaliação de safra feita neste mês de abril, o Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria da Agricultura e Abastecimento, elevou mais um pouco as estimativas de colheita de soja, milho e feijão. 

Imagem ilustrativa da imagem Produtividade em alta no Paraná


O clima e a tecnologia empregada pelos produtores paranaenses contribuíram de forma decisiva no resultado final, que está revelando produtividades maiores nesta reta final de colheita. Só a soja está contribuindo com um volume de 19,4 milhões de toneladas, 17% maior que na safra anterior. A primeira safra de milho foi 40% maior e a primeira safra de feijão, 23% maior que no ano passado.
Com os resultados surpreendentes da safra de verão, a Secretaria da Agricultura e do Abastecimento já está projetando uma safra total, considerando as três cultivadas no Estado durante um ano, entre 40 milhões e 42 milhões de toneladas de grãos, se as condições de clima se mantiverem normais durante o inverno também.
A expectativa dos principais institutos que monitoram o clima no País é que o inverno de 2017 será normal, porém menos intenso e menos agressivo que no ano passado. O clima mais ameno dará condições para o produtor obter também uma boa safra de inverno, estimada em 3,8 milhões de toneladas de grãos.
Para o secretário da Agricultura e Abastecimento, Norberto Ortigara, só o clima bom e estável não teria alavancado essa supersafra. Para ele, a tecnologia que vem sendo empregada pelo produtor paranaense está ajudando muito no desempenho da safra. “A tecnologia está respondendo aos esforços feitos pelos produtores e pelo governo do Estado”, ressaltou.
Para o diretor do Deral, Francisco Carlos Simioni, a rentabilidade econômica dos produtores seria melhor se não tivessem convergidos tantos fatores ao mesmo tempo para deprimir os preços das principais commodities. Recomposição dos estoques mundiais desde 2015, oferta abundante de soja, milho e trigo na América do Norte e do Sul, recuo das cotações do dólar frente ao real e queda no consumo no mercado interno foram os principais fatores desse quadro de comercialização lenta e com mercado sem apetite para dar celeridade ao processo de venda e escoamento da safra interna, nos padrões normais que os produtores estavam acostumados pelo menos nas últimas cinco safras anteriores.
“Houve sim, uma queda generalizada nos preços das commodities, mas não só devido às questões internas da economia brasileira, e sim por causa do mercado global”, explicou.
Segundo Simioni, a tendência será o produtor comercializar parte de sua safra agora, para quitar compromissos mais urgentes e deixar para vender o resto aos poucos. Com isso, o próprio mercado vai regular os preços.

Produção de milho é 40% maior
A colheita do milho da primeira safra também se encaminha para o final, com 96% da área plantada já colhida, e revela um aumento de produtividade de 15%. A produtividade média da primeira safra de milho plantada no Estado no período 2016/17 atingiu 9.200 quilos por hectare. Como houve um aumento de 21% na área plantada, com 503 mil hectares plantados, a produção de milho atingiu um volume de 4,6 milhões de toneladas, 40% maior do que no passado.
Como na soja, as lavouras de milho também foram turbinadas pelo clima favorável e tecnologia empregada. A segunda safra de milho já está totalmente plantada, com expectativa de aumento de 8% na área, devendo passar de 2,2 milhões de hectares plantados no ano passado para 2,37 milhões de hectares que serão plantados este ano.
Com o aumento da área plantada, e expectativa de clima regular, o Deral projeta uma produção de 13,8 milhões de toneladas de milho na segunda safra, volume 34% maior que no ano passado. Se essa expectativa se confirmar entre a primeira e segunda safra de milho, deverá ser colhido um volume total de 18,4 milhões de toneladas do grão no Estado.
O aumento na oferta de milho no mercado derrubou os preços. Neste mês de abril, o preço médio de venda pelo produtor foi de R$ 21,00 a saca, 43% menor que no mesmo mês do ano passado.

Preço da soja tem queda de 15%
A colheita da soja foi praticamente encerrada, com 99% da área colhida, revelando uma produtividade recorde de 3.700 quilos por hectare, a maior da história do Paraná, uma das maiores do mundo. A produtividade obtida é 18% maior à do ano passado, o que elevou a estimativa de produção para 19,4 milhões de toneladas, volume com um acréscimo de 2,9 milhões de toneladas de soja em relação ao colhido no ano passado. “É quase uma safra de trigo inteira a mais, considerando que a área plantada ficou estável em 5,25 milhões de hectares”, comparou o economista do Deral, Marcelo Garrido.
O preço da soja caiu cerca de 15%, sendo comercializada em média por R$ 56,00 a saca neste mês de abril. Há um ano, em igual período, a soja era vendida por R$ 66,00 a saca. Segundo Garrido, essa queda nos preços está acontecendo porque houve aumento de produção de soja no mundo e no Brasil e mais a desvalorização do câmbio, impactaram as cotações.