O professor João Luiz Calegari foi exonerado do cargo de diretor do Colégio Estadual Nilo Cairo, de Apucarana. A destituição ocorre após um processo administrativo que corria há quase dois anos por má conduta junto à Secretaria de Estado da Educação (Seed). Calegari está recorrendo da decisão administrativa judicialmente.
Segundo o Núcleo Regional de Educação (NRE) de Apucarana, Calegari não responde mais pela direção do colégio desde o último dia 6, data em passou a valer penalidade imposto pelo processo administrativo disciplinar a que respondia. Ele foi condenado a um afastamento de 60 dias. Contudo, por conta das disposições da lei 18.590, que regulamenta o exercício da direção nas escolas do estado, a suspensão implica em exoneração automática do cargo.
O professor Calegari, que é sindicalista e também disputou as eleições para vereador em 2016, teve a conduta questionada em denúncias junto à Ouvidoria do NRE, que envolvem falta de urbanidade e zelo pelos materiais da escola, com empréstimo dos espaços públicos para realização de eventos, entre outras inconformidades. O posicionamento de Calegari durante o movimento de ocupação de escolas, no início de 2016, também foi alvo de sindicância.
O professor afirma que é vítima de perseguição política por conta do seu envolvimento, enquanto sindicalista, com as paralisações, e pela postura crítica em relação ao governo do estado. “Tive 95% dos votos na eleição para diretor e dois anos depois, conforme exige a nova lei, fui aprovado por unanimidade pelo conselho escolar, que é a autoridade máxima da escola, para mais dois anos de mandato”, comenta.
Segundo o professor, outros diretores do Paraná contrários ao governo do Estado vêm sofrendo as mesmas sanções. “Já entramos com uma ação judicial pedindo a anulação dessa resolução”, reforça.
Após o período de suspensão de 60 dias, Calegari retorna às salas de aula como professor da disciplina de filosofia. Com a destituição, a professora Doroti Yaeko Arimori Campos assume a direção do colégio.
A chefe do NRE de Apucarana, Maria Onide Balan Sardinha, comenta que o processo administrativo seguiu critérios rigorosamente técnicos, com garantia de direito à ampla defesa. Ela afirma, ainda, que a decisão final a respeito da suspensão foi tomada pelo Conselho do Magistério, um órgão de ação disciplinar dos educadores, vinculado à Secretaria de Estado da Educação (Seed), composto por professores, incluindo representantes da APP. “Foi uma decisão baseada em critérios absolutamente técnicos”, afirma. (ADRIANA SAVICKI)
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