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Profissionais aprovam regulamentação feita pela Anac para uso de drones

Vanuza Borges

| Edição de 04 de maio de 2017 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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Instrumentos de trabalho ou de lazer, as aeronaves remotamente pilotadas, conhecidas popularmente como drones, são cada vez mais comuns e têm revolucionado algumas áreas como foto e filmagem e mapeamento aéreo. Apesar da popularidade, o uso deste tipo de equipamento foi regularizado somente anteontem pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). A regulamentação foi recebida de forma positiva por profissionais da área, que avaliam que as novas medidas irão trazer maior segurança e profissionalismo para o setor.

Imagem ilustrativa da imagem Profissionais aprovam regulamentação  feita pela Anac para uso de drones

Ao que tange à segurança, de acordo com o regulamento, o sobrevoo de drones fica proibido a uma distância menor que 30 metros acima nem lateralmente de pessoas, sem autorização, com exceção de operações de segurança pública ou defesa civil. Com a nova regra não será mais tão fácil captar imagens de shows, jogos de futebol, manifestações ou casamentos, por exemplo.
Para o fotógrafo apucaranense Paulo Henrique Cardoso, a regulamentação, inclusive sobre a restrição é positiva, uma vez que não colocará em risco a vida de pessoas. “Antes as recomendações eram parecidas, mas agora é algo concreto, que vem realmente para regularizar o uso”, avalia.
Ele, que decidiu investir no uso de drone profissionalmente há dois anos, aproveitou para fazer o registro na Anac ontem mesmo. “Para mim, o uso deste tipo de equipamento permitiu realizar um sonho pessoal e também profissional, além de ser um diferencial no meu trabalho e agregar valor ao serviço”, diz.
Para isso, PH, como é mais conhecido, segue todas as recomendações do fabricante como a simulação de voos. “Foram 12 horas de simulação, para depois começar a fazer os voos. No início foram voos mais baixos e curtos até realmente ganhar confiança e habilidade para manusear corretamente a aeronave. Seguindo todos os procedimentos, é um equipamento muito seguro”, acredita.
Além disso, é preciso ficar atento ainda às condições climáticas e possíveis obstáculos como pássaros e a interferência eletromagnética, ressalta o profissional.

FORMALIZAÇÃO
O empresário araponguense Paulo Antonio Kümmel, que também usa drone no seu dia a dia de trabalho, acrescenta que a regularização é essencial para formalização do setor. “Hoje em dia, é comum pessoas que não são profissionais prestar serviço sem qualquer responsabilidade. Com a regularização, espero que mude este comportamento”, diz.
Ele, que trabalha com aerofotogrametria, também aproveitou para registrar o drone junto à Anac. Porém, observa que em sua área de atuação profissional, que é basicamente o mapeamento aéreo rural, se depara com outros problemas regularmente.
“Além da atuação de pessoas não habilitadas, também é comum se deparar com pilotos de aviões inconsequentes que voam abaixo da altitude permitida, colocando em o nosso trabalho”, reclama.
Os drones são encontrados no mercado partir de R$ 2,5 mil, geralmente para uso recreativo, e a partir de R$7 mil para uso profissional, mas podem chegar até R$400 mil.