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Programa de residência de Apucarana inova no atendimento à parturiente

Da redação

| Edição de 02 de julho de 2017 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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Ações de humanização do atendimento, intensificadas no Hospital da Providência Materno Infantil de Apucarana, a partir da atuação de profissionais da Residência Multiprofissional em Saúde da Autarquia Municipal de Saúde (AMS), já produziram resultados positivos na redução de cesarianas. O número de partos normais cresceu 12% entre abril e maio deste ano. Entre um mês e outro o percentual de cesarianas caiu de 73% para 61% do total de procedimentos. No balanço de junho, no comparativo com o mês anterior, houve novo crescimento, na ordem de 18%.
Duas das cinco profissionais da área de enfermagem obstétrica da Residência Multiprofissional, Gabriela Menezes e Cássia Martins, estão atuando no Hospital Materno Infantil para, com a supervisão da médica obstetra da Casa da Gestante e plantonista do Hospital, Silvana Fisco, aplicar métodos para amenizar a dor do trabalho de parto.

Imagem ilustrativa da imagem Programa de residência de Apucarana inova no atendimento à parturiente
Ana Carla Dallacosta teve o primeiro filho por parto normal: dor amenizada com massagens e banho morno | Foto: Divulgação


“Utilizamos métodos de musicoterapia; aromaterapia; penumbra (ambiente escuro e silencioso); pintura de barriga; escalda pés; banho de chuveiro morno; caminhadas; bola de pilates; e massagens nas costas, pés e cóccix. Tudo isso ajuda amenizar a dor e a ansiedade”, explica a tutora e preceptora da Residência Multiprofissional, a enfermeira obstetra Maria Aparecida Moreira das Neves, a “Cidinha”, que também é coordenadora da Escola da Gestante.
Conforme explica Maria Aparecida, os métodos tranquilizantes são realizados na sala pré-parto e parto, sempre com acompanhamento médico obstetra e da enfermeira obstetra. “Bem assistidas com a presença dos profissionais e envolvidas num ambiente tranqüilo, as gestantes vem optando mais pelo parto normal. O hospital vinha trabalhando com uma média histórica de 70% de cesarianas”, observa Cidinha.
O resultado é parte de um processo que começa na Escola da Gestante. O conceito de que o nascimento da criança deve ser feito na sala de parto, também está mudando. 
“O nascimento do bebê está acontecendo no leito, na cadeira, no quarto pré-parto e na posição que a mãe se sentir mais confortável. O que antes as mulheres consideravam desleixo, parto no leito, hoje se tornou uma rotina, priorizando o conforto das mães”, pondera a médica Silvana Fisco. 

PARTO 
Uma das gestantes que se beneficiou das técnicas é Ana Carla Dallacosta, 17 anos, que deu a luz ao seu primeiro filho,Davi, com parto normal no leito. “Graças a Deus, parte do meu nervosismo passou com o atendimento que recebi. As enfermeiras fizeram massagem coluna, tomei banho morno e posições com bola de pilates para amenizar a dor do trabalho de parto e ajudar na descida do bebê”, comentou Ana Carla.
“Com todos esses métodos, também se faz desnecessário o uso da episiotomia (corte no períneo)”, detalha, Maria Aparecida.
Quinze minutos depois do parto, Ana Carla estava no quarto amamentando seu filho. Durante as primeiras duas horas, Davi foi mantido com a mãe, sem banho, sem vacina, promovendo o contato pele a pele, aumentando o vínculo materno e facilitando a descida do leite.