A tarde de anteontem foi de aprendizado para produtores de café da região que integram com um projeto desenvolvido pela Universidade Estadual de Maringá (UEM). Ele visitaram uma cafeteria de Arapongas para acompanhar a torra e degustação de cafés especiais.
A atividade prática foi promovida pelo projeto “Agricultura familiar e agrossistemas sustentáveis: ações para fortalecimento da cafeicultura do Paraná”, coordenado pela professora Sandra Schiavi, da UEM, em parceria com a Capricórnio Coffees, exportadora de cafés especiais.
“Esta atividade faz parte do projeto de extensão e de pesquisa, financiado pelo governo do programa Universidade Sem Fronteira, que busca capacitar os produtores tanto da parte técnica quando da agronômica para que aprendam um pouco sobre o mercado dos cafés especiais”, ressalta a professora Sandra.
O exportador e provador internacional de café, José Antonio Rezende, diz que a ideia do projeto é de fazer um trabalho dinâmico e quebrar paradigmas em relação aos cafés especiais. “Nós do Paraná temos uma história antiga com a cafeicultura. O café da nossa região tem características únicas, que começa na questão da origem, já que nosso solo é vulcânico e a terra é vermelha. Queremos mostrar a capacidade e o potencial da região para plantar o café”, explica.
José Antônio Rezende já viabilizou o acesso ao mercado externo, levando os cafés especiais destes produtores a mercados como Itália, Coreia do Sul e Austrália.
O empresário Reginaldo Durigão, que trabalha há 11 anos com cafés especiais, foi responsável por ceder o local e a máquina de torrar café. “O mercado dita essa regra de que o café é caro, mas hoje o preço está melhor devido a quantidade maior de produtores. O café é apaixonante”, reforça. (FERNANDA NEME)