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Protesto pede mais segurança em trevo

Vanuza Borges

| Edição de 17 de dezembro de 2016 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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O trevo da Emater, na BR-376, em Jandaia do Sul, não é só um local de travessia de milhares de moradores e usuários da rodovia diariamente, mas de acidentes, atropelamentos e mortes. Cansados de presenciar semanalmente acidentes, ontem de manhã, um grupo de pessoas organizou uma manifestação pedindo por mais segurança. A reivindicação, de imediato, é por um redutor de velocidade, uma vez que os veículos passam em alta velocidade no trecho.

Imagem ilustrativa da imagem Protesto pede mais segurança em trevo

Um dos líderes da manifestação, o vereador e presidente da Câmara, Wesley Martins de Lima, observa que semanalmente ocorrem acidentes no local. “A rodovia corta a cidade praticamente. Cerca de 3 mil pessoas moram nos bairros e precisam cruzar a pista para trabalhar ou simplesmente ir até o centro da cidade”, frisa.
Neste trecho da BR-376 estão localizados os bairros como a Vila Rica, Vista Alegre, Santa Helena, Planalto, Jardim Brasil e Jardim Vilar. “É uma área que está em expansão na cidade e, por isso, reforçamos a necessidade de uma intervenção imediata neste local. Nós estamos pedindo, neste primeiro momento, um redutor de velocidade”, diz.
Porém, segundo Lima, a reivindicação sempre acaba sem respostas. “Encaminhamos a solicitação para a Concessionária Viapar, responsável pela via, que argumenta que temos que levar para o Departamento de Estradas e Rodagem (DER), administrador, que argumenta que é de responsabilidade da Polícia Federal. É um verdadeiro jogo de empurra”, avalia.
Lima comenta que, caso não tenha uma resposta definitiva das autoridades competentes, novas manifestações serão feitas e, inclusive, planejam o fechamento da rodovia. “Hoje, nós fizemos somente paralisações pontuais, mas não descartamos fechar a rodovia”, revela.
A médio e longo prazo, de acordo com Lima, o desejo dos moradores é que seja feito no local um viaduto, que compreende o projeto de duplicação da rodovia. No projeto está previsto um contorno ainda. “Tínhamos o mesmo problema no trevo da Panela de Pedra, que após manifestações, ganhou um radar diminuindo o número de acidentes”, cita.
Para o morador Valdinei dos Santos Avelino, 31 anos, que morada no Jardim Planalto há 23 anos, a situação é de descaso. “É comum ver acidentes aqui, porque todos os dias uso esse trevo para ir trabalha. Recentemente, eu vi morrer um motociclista, o Dangelo, da Valdar Móveis, e o Ditinho Sorveteiro, que foi atropelado. É um sentimento de impotência”, define.
Miguel Arcanjo Dias,51, que também passa pelo local para trabalhar e já perdeu um colega neste trecho, avalia que o lugar é mal sinalizado e os motoristas excedem o limite de velocidade. “O problema aqui também é a visão limitada, porque a curva fica a menos de 120 metros do trevo”, pontua.
A moradora do Jardim Planalto, Margarida Margarete Oliveira, 46, também revela que já perdeu pessoas amigas em acidentes no trevo. “Sempre são pessoas conhecidas do bairro, que acabam atropeladas ou envolvidas em acidentes. É um lugar muito difícil de atravessar”, avalia.