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Providência’ adota protocolo para infarto

Da redação

| Edição de 01 de setembro de 2017 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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Com vistas em padronização da assistência e segurança do paciente, o Hospital da Providência está implantando uma série de protocolos para atendimento. Recentemente foi instaurado o protocolo clínico para tratamento de Síndrome Coronariana Aguda (SCA), obstrução da artéria que impede a circulação do sangue de chegar a uma parte do coração causando lesões no músculo cardíaco provocando o infarto. O infarto provocado pela SCA é considerada a principal causa de morte no país. 

Imagem ilustrativa da imagem Providência’ adota protocolo para infarto

O documento foi elaborado de acordo com as Diretrizes da Sociedade Brasileira de Cardiologia. Ao dar entrada no hospital com sintoma que caracteriza o infarto, o paciente vai ser colocado em repouso e passará por exame de eletrocardiograma no tempo máximo de 10 minutos. Após avaliação médica, que constate a SCA, será aplicada medicação e estabelecido rotina de exames e cuidados. A cada dia, segundo o hospital, em média duas pessoas são atendidas no Pronto Atendimento com dores no peito e sintomas de infarto.
“Procuramos sempre trazer para o atendimento do “Providência” o que há de novo, a medicina é a uma ciência transitória, ou seja, sempre há novos estudos e tratamentos. A implantação desse protocolo agilizará o processo de diagnóstico do paciente para podermos minimizar os efeitos do infarto”, afirma o médico cardiologista José Leopoldo de Souza, um dos responsáveis pela elaboração do protocolo.
A gerente de enfermagem do Hospital da Providência, Sonia Costa, que também participou do desenvolvimento do protocolo clínico aponta, que o método vai aprimorar à assistência prestada ao paciente ao ter início antes mesmo do diagnóstico completo feito pelo médico. A gerente ainda afirma que o atendimento será sistematizado, integrando as equipes médicas e de enfermagem. “Todo paciente verificado pelo enfermeiro no acolhimento inicial e na nossa classificação de risco com algum dos sinais de infarto ou síndrome coronariana aguda vai passar por esse protocolo. Com isso conseguiremos realizar um diagnóstico mais rápido para que as intervenções médicas sejam feitas na sequência”, afirma.
Para a implantação desse modelo de atendimento estão sendo realizadas capacitações com a equipe médica e de enfermagem. O médico cardiologista José Leopoldo ministrou orientações sobre leitura de eletrocardiograma e precauções no atendimento ao paciente com sintomas do infarto. “As capacitações são sempre necessárias para dar aos nossos pacientes o atendimento que é preconizado”, afirma.
Para melhorar o método do atendimento também foi elaborado um formulário de registro para preenchimento pela equipe de enfermagem no acolhimento do paciente. De acordo com a enfermeira Lilian Moreira, responsável pela implantação do formulário, o checklist auxiliará na completa aplicação do protocolo e na identificação de sinais fundamentais para determinação do tratamento. “Nós colhemos as informações do paciente sobre os sintomas do infarto e o checklist proporcionará que o nosso atendimento seja feito de maneira mais precisa”, afirma Lilian.
De acordo com a gerente de enfermagem, outros protocolos como este estão sendo desenvolvidos para melhoria da assistência prestada pelo hospital. “Esse protocolo de infarto é somente o primeiro implantado, padronizaremos outros de acordo com a prevalência das doenças em todos os setores do hospital. Essa medida agregará ainda mais qualidade à assistência que prestamos”, finaliza Sonia.

Síndrome 
tem sintomas distintos
A Síndrome Coronariana Aguda é provocada por uma obstrução da artéria. Os sintomas são dores no tórax irradiadas para ombros, braços e pescoço associadas a náuseas, vômitos e falta de ar, com duração maior ou igual a 20 minutos desencadeados por exercício ou estresse. 
“Toda pessoa que apresentar dor torácica que não tinha antes e que ao caminhar ou se esforçar sente essa dor deve procurar atendimento médico rapidamente”, afirma o cardiologista do Hospital da Providência, José Leopoldo de Souza.
De acordo com o médico é preciso ficar atento para não confundir os sintomas. “A dor anginosa, dor que ocorre quando o músculo cardíaco tem baixo abastecimento de nutrientes e oxigênio, é a dor que dura só alguns minutos e melhora. A dor do infarto é o mesmo tipo de dor, mas ela persiste. Quem apresentar esses sinais deve procurar atendimento médico, quanto mais cedo iniciar o tratamento, mais rápido o paciente vai ser medicado e a chance de sobrevida será melhor”, explica o cardiologista.