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Proximidade com Natal anima varejo na região

Ivan Maldonado e Cindy Annielli

| Edição de 16 de dezembro de 2015 | Atualizado em 02 de dezembro de 2016

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Comerciantes da região estão mais otimistas sobre a expectativa de vendas. Com o horário de funcionamento estendido até as 22 horas maior número de clientes passou a circular pelo comércio nas últimas semanas, o que segundo empresários, ajuda a impulsionar as vendas de fim de ano, afinal, com crise ou não o Natal é a melhor data do comércio.

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A gerente de loja de roupas, Alessandra Lima, de Arapongas, ainda não calculou quanto a empresa pode lucrar a mais que o mesmo período do ano passado. “Acredito que vamos alcançar o mesmo resultado, o que já é ótimo”, disse.

Diante da atual conjuntura econômica do País, o comércio teve que reagir. A gerente conta que este ano a empresa investiu em ações para atrair consumidores, além de treinamento interno para melhorar o atendimento. “Investimos em cursos de motivação para os vendedores e também em um catálogo para divulgar os produtos da loja”, conclui.

O corre-corre pelas lojas de Arapongas começou assim que o horário de funcionamento do comércio foi estendido até as 22 horas, observa a gerente de loja, Débora Braz. “As vendas aumentaram bastante nos últimos dias, principalmente a procura por presentes de Natal”, assinala.

Com base nos últimos anos, ela afirma que a semana mais lucrativa será a que antecede o feriado de Natal. “Os brasileiros deixam tudo para a última hora”, comenta.

Em Apucarana, comerciantes também sentiram reação nas vendas. “Investimos em ações de publicidade para atrair clientes e o retorno já apareceu. O fluxo de pessoas de Apucarana e região aumentou. Dessa forma, tivemos que contratar 6 funcionários temporários para atender à crescente demanda”, conta a subgerente de loja, Elisângela Ferreira Pires.

Em Ivaiporã, o clima de Natal ainda não empolgou os consumidores e o movimento nas lojas não é tão grande quanto fora delas. Apesar disso, a expectativa é de aumento nas vendas que devem melhorar a partir da próxima sexta-feira, com o pagamento da segunda parcela do décimo terceiro salário.

Fabiane Dias Lemos, proprietária de loja de confecções, diz que todo o final de ano é assim. “As vendas melhoraram no início de dezembro, mas movimentação mesmo começa sempre nos últimos seis dias antes do Natal”.

O gerente de loja de calçados, João Marcos Fermino de Almeida diz que apesar da crise do País, a empresa acreditou nas vendas. “Natal é sempre uma época boa para o comércio. Eu acredito que devemos aumentar as vendas em pelo menos 5% em relação ao ano passado. A vantagem é que a empresa não deixou de investir na compra de mercadorias e estamos tendo um bom resultado”, assinala Almeida.

Consumidores dão ‘receita’ de economia

De outro lado, os consumidores já começaram a movimentação pelas compras natalinas. Em tempos de crise, cada um tem uma receita para fazer um Natal econômico. A servidora pública de Jardim Alegre, Ligia Pessuti, comprava calçados e roupa para os filhos de presente de Natal. “Até as crianças já sabem que a crise não está boa para ninguém e estão entendo que nesse ano não terá brinquedo. Graças a Deus meus filhos estão optando por presentes mais úteis no dia da dia”, relata Ligia.

Já a professora Maria Regina de Brito, de Ivaiporã, que tem dois filhos pequenos e diz que eles não abrem mão dos brinquedos. “Eles ainda estão na fase de brinquedos. Mas, nesse ano pretendo gasta bem menos que no ano passado”, comenta Maria Regina.

A dona de casa, Jacira Adriana, moradora de Jardim Alegre afirma que está de olho nas promoções para fazer o dinheiro render. “Os produtos estão muito caros. Presente neste natal somente os de promoção”, comenta Jacira.