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Quadrilha que vendia peças falsificadas é presa

Cindy Annielli

| Edição de 06 de novembro de 2015 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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A Polícia Civil desarticulou uma quadrilha estabelecida na região que teria movimentado mais de R$ 60 milhões com a venda de peças automotivas falsificadas. Sete pessoas ligadas as empresas Comercial RBS Automotiva e SBM Automotiva foram presas Maringá, sede do esquema, Sarandi e Ivaiporã na manhã de ontem durante a operação “Marca Registrada” deflagrada pelo Núcleo de Repressão a Crimes Econômicos (Nurce).
Foram presos temporariamente Mauro Januário, apontado como líder da quadrilha, Valdirene Marini Januário (esposa), Wesley Weder de Oliveira (sobrinho e sócio), Ney José Pereira dos Santos (vendedor), Antônio de Oliveira (pai de Wesley e vendedor), Alexsandra Marislaine de Oliveira (irmã de Wesley) e Cléia Vieira Marini, cunhada do líder, que era moradora de Ivaiporã.
De acordo com a Polícia Civil, Cléia se apresentava à sociedade como professora, no entanto, estava entre os laranjas que atuavam no esquema. A polícia também apurou que a casa dela também servia como depósito para armazenamento das peças falsificadas. Ela está presa na cadeia de Ivaiporã.
A quadrilha operava há seis anos revendendo peças automotivas falsificadas para todo o Brasil, segundo a polícia. As investigações ainda demonstraram que Mauro Januário é velho conhecido na região como falsificador e já possui diversas passagens criminais, além de ter sido denunciado em 2012 por corromper agentes públicos.
A investigação iniciou há cinco meses após denúncia da Associação Brasileira de Combate à Falsificação (ABCF) que apontou que as empresas Comercial RBS Automotiva e SBM Automotiva seriam responsáveis pela venda ilegal de diversas peças automotivas falsificadas da marca MAHLE e outras para todo o País.
De acordo com o delegado chefe do Nurce, Renato Basto Figueroa, a quadrilha trazia peças da China em contêineres e revendia para empresas de todo o país.
“No barracão, as peças eram marcadas e colocadas em caixas como se fossem da Mahle ou outras líderes no mercado e revendidas como originais com preço obviamente abaixo do mercado convencional”, completou Figueroa, citando que a venda das peças falsificadas era feita para empresas cadastradas no site www.rbsautomotiva.com.br. Este barracão usado pela quadrilha foi alvo de mandado de busca e apreensão durante a operação policial e no local, os policiais encontraram centenas de caixas com peças falsificadas.
Buscas foram feitas nas residências dos investigados, na sede da empresa, no depósito e também numa gráfica onde se suspeita que eram confeccionadas as caixas das marcas.