Quatro veículos, em média, são apreendidos todos os dias em Apucarana. Os dados são do 10º Batalhão de Polícia Militar (BPM) de Apucarana. No primeiro semestre deste ano foram 676 veículos flagrados com algum tipo de irregularidade passível de apreensão em blitz ou abordagens realizadas pela corporação. Efeito direto da grande quantidade de carros ou motoristas irregulares nas ruas pode ser visto no pátio do batalhão.
O volume de apreensões registra uma leve queda, de 3%, neste tipo de ocorrência, quando comparado com o mesmo período do ano passado, o que representa 21 veículos a menos De janeiro a junho deste ano, segundo levantamento do Setor de Trânsito do 10º BPM, foram 344 carros e 332 motos apreendidos. Os meses com maiores índices de apreensões neste ano foram janeiro, com 153 apreensões; fevereiro com 149; março com 121 e abril com 138. Por outro lado, maio e junho, registraram os menores dígitos, com 61 e 54 respectivamente.
Segundo a PM, as duas infrações mais comuns que levam os veículos para o pátio são a falta de pagamento de IPVA ou licenciamento e, no caso dos motoristas, flagrante na condução sem a habilitação. A afirmação é da tenente Kelly Wistuba de França, Relações Públicas da unidade. “As apreensões ocorreram, em geral, em duas situações: blitz de trânsito e abordagens policiais”, revela.
No caso de conduzir veículo sem a carteira nacional de habilitação (CNH), a tenente observa que, além da penalidade estar prevista do Código de Trânsito Brasileiro, o condutor não tem consciência do perigo que está colocando outras pessoas. “O processo de habilitação não envolve apenas aprender a dirigir o veículo, avalia também as condições psicológicas do condutor e ensina as leis de trânsito”, pontua.
Sobre o pagamento de impostos, a tenente Kelly orienta os condutores ficarem atentos a datas de vencimentos, para não correr o risco de ter o veículo apreendido. Este tipo de apreensão ocorre geralmente durante as blitze de trânsito. “O objetivo é cumprir as determinações da legislação. É importante que o proprietário do veículo esteja sempre em dia com os impostos, porque quando o veículo acaba apreendido o valor a ser pago acaba maior, por causa da cobrança das diárias”, afirma.
A cada dia que o veículo passa no pátio é cobrado um valor de R$ 25. Depois de dois meses sem a regularização, o veículo pode ir à leilão. “Isso ocorre quando o valor de multas ultrapassa o valor do veículo, por isso, as motocicletas são as que mais vão a leilão”, explica.
O Código Brasileiro de Trânsito prevê 26 infrações que podem levar a apreensão do veículo.