O consumidor está pagando mais caro no gás de cozinha a partir desta semana. O reajuste de 3,43% aplicado pela Petrobras no domingo para o produto retirado nas refinarias chegou mais salgado nas revendas, elevando o preço médio de R$ 65 para R$ 70 em Apucarana e Arapongas no botijão de 13 quilos, um aumento de 7,7%.
As revendas já começaram a praticar os novos preços ontem. De acordo com o dono de uma distribuidora do produto em Apucarana, Rovilson Borbolato, os comerciantes vêm segurando os repasses das últimas altas para não perder as vendas, mas dessa vez não foi possível segurar o preço. “Eu não repassei o aumento nas últimas três vezes, mas agora não tem mais jeito”, afirmou.
A mesma média de preço está sendo praticada em Arapongas, de acordo com Mateus Fernando de Souza, sócio de uma revenda. O valor para retirar o gás no local foi de R$ 65 para R$ 70 e para entrega, foi de R$ 70 para R$ 75. “Os consumidores reclamam do aumento, mas precisamos repassar, não tem jeito”, disse.
Para a dona de casa de Apucarana Melânia Repkna, o aumento no preço do gás vai fazer diferença no orçamento. “Cozinho muito em casa e ainda faço bolos por encomenda e esse aumento prejudica o orçamento porque sou viúva e só recebo uma pensão”, conta.
Já para o comerciante apucaranense Roberto Kodami, o aumento faz pouca diferença. “Para mim tanto faz o aumento porque uso muito pouco gás em casa, cada botijão dura uns dois meses”, disse.
A araponguense Fran Jagelski produz pães e bolos em casa para vender. Ela dribla o aumento do gás, utilizando o forno elétrico. “Para balancear o uso, a gente usa o gás para os doces e os pães e bolos assamos no forno elétrico”, revela.
DIESEL
Além do gás de cozinha, o diesel também foi reajustado pela Petrobras. O reajuste de 2,5%, fez com que combustível saia das refinarias da empresa em média a R$ 2,3047 por litro, alta de R$0,0577 em relação ao preço anterior.
Em Apucarana, o reajuste deve deixar o diesel aproximadamente R$ 0,05 mais caro. Contudo, por enquanto, o repasse não está sendo aplicado nas bombas. De acordo com Vilson Kozan, gerente de um posto de combustíveis na cidade, a expectativa é que a alta seja repassada apenas a partir da finalização de estoques.
Este é o segundo aumento no preço do diesel desde a suspensão da elevação de 5,7% em abril. Na época o recuo aconteceu em função de riscos de uma nova paralisação dos caminhoneiros.