Uma briga entre facções criminosas rivais seguida de rebelião no maior presídio do Amazonas deixou 55 mortos ontem em Manaus.
O motim durou 17 horas e, segundo a Secretaria de Segurança Pública do Estado, há decapitados entre as vítimas. Inicialmente o governo do AM falou em ao menos 60 vítimas, mas na tarde desta segunda o número foi atualizado pelos legistas. "Nós tínhamos contado 60 [mortos]. Mas contaram repetido parte de corpos. O IML definiu que foram 55", disse Pedro Florêncio, secretário de Estado de Administração Penitenciária.
A matança é a maior em número de vítimas em presídios do país desde o massacre do Carandiru, em 1992, em São Paulo, quando uma ação policial deixou 111 presos mortos na casa de detenção.
Em Manaus, o motim começou na tarde de domingo (1º), no Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj). Na unidade havia 1.224 homens, o triplo da capacidade.
A rebelião foi motivada por uma briga entre as facções Família do Norte e PCC, segundo Marluce da Costa Souza, coordenadora da Pastoral Carcerária do Estado. O governo do Estado também informou que os chefes das facções não fizeram exigências. O massacre é tratado como uma guerra entre os grupos criminosos, e, de acordo com as investigações iniciais, a rebelião foi comandada pela Família do Norte.
Pouco antes da rebelião com mortos no Compaj, 87 presos fugiram do Ipat, um presídio penal a 5 km dali. No início da tarde, entre 40 e 60 já tinham sido recapturados.
Também houve fuga de presos no Compaj, mas o governo não soube informar quantos.(FOLHAPRESS)
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