A atuação de quadrilhas especializadas em crimes cibernéticos está preocupando o Procon de Apucarana. São em média 70 reclamações protocoladas no serviço por mês, ou seja, pelo menos duas por dia. O crescimento desse tipo de queixa chegou a 75% em seis meses. Parte delas é baseada em fraudes, o que inviabiliza a resolução em muitos casos.
O Procon de Apucarana recebe em média 1,1 mil reclamações por mês. Os números de protestos envolvendo compras online ficam longe de outras categorias mais tradicionais. Empresas de telefonia, por exemplo, recebem mensalmente cerca de 400 queixas. Já as de serviços financeiros são o alvo em 230 registros.
O índice de resolução é bastante satisfatório nessas categorias, chegando a 100% entre as teles. É nesse ponto que os crimes via internet se tornam preocupantes: no caso de fraude, é praticamente impossível reaver o dinheiro investido, como destaca o coordenador do Procon local, Robson de Souza Cruz.
“Problemas com o comércio online aumentaram bastante. Em setembro do ano passado eram 40 reclamações por mês e agora já chegam a 70. Os problemas mais graves e preocupantes são os que envolvem quadrilhas especializadas. Elas criam sites falsos, imitando sites conhecidos, efetuam vendas, mas não entregam o produto”, diz.
Segundo ele, situações assim são muito difíceis de serem revertidas. “É quase impossível identificar o autor da página. Mesmo com a situação indo para a Justiça, é complicado reverter e conseguir o dinheiro de volta”.
Ele afirma que os consumidores precisam ficar atentos. “É preciso observar bem e garantir que o site acessado é confiável e seguro. Se possível, tentar entrar em contato com o comprador antes e ter certeza da reputação do vendedor. Outra dica é duvidar de promoções boas demais. Se os valores estão muito abaixo do mercado, desconfie”.
CRISE
Robson conta que, por causa da crise econômica do país, uma grave problema tem aumentado: o superendividamento. Segundo ele, 6 a cada 10 consumidores têm uma dívida altíssima.
“Nós fazemos aqui no Procon um serviço de educação e conscientização. Orientamos as pessoas a gastarem com cautela e planejamento. É preciso também ter cuidado com o cartão de crédito e o cheque especial”, explica.