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Rede varejista araponguense troca de dono e pede recuperação judicial

Renan Vallim

| Edição de 11 de maio de 2018 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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Sediada em Arapongas, a rede varejista Romera entrou com pedido de recuperação judicial na 2ª Vara Cível da comarca. A empresa, que conta atualmente com 160 lojas em sete estados, enfrenta uma crise desde 2015. Segundo a própria marca, as dívidas contraídas somam cerca de R$ 130 milhões.

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A Romera já chegou a faturar mais de R$ 1 bilhão em 2013 e contava, à época, com 220 unidades físicas e cerca de 4 mil funcionários. A crise de gestão culminou em fechamento de lojas, corte no quadro de funcionários e crescimento de dívidas. No ano passado, a empresa registrou um prejuízo de R$ 40 milhões. Atualmente, a Romera conta com mais de 2,3 mil funcionários diretos.
A Romera foi fundada em 1983, se mantendo como uma empresa familiar até março deste ano, quando foi vendida ao empresário e investidor Walter Nicolau Filho. Ele substituiu Anunciata Luiza Menegon Romera na presidência do grupo.
“Acreditamos na plena recuperação da empresa. Hoje, 72% das compras da Romera são feitas por clientes antigos, uma taxa de fidelização muito alta, o que mostra um posicionamento importante perante o mercado varejista”, afirmou Nicolau Filho, através de nota.
O novo presidente conta que encontrou as finanças da empresa desestabilizadas, mas recuperáveis mediante um ‘choque de gestão’. Por isso, a decisão de compra foi condicionada a uma recuperação judicial, que está sendo analisada pela Justiça araponguense.
“Após uma profunda e minuciosa avaliação do caixa e operações junto com a Corporate Consulting, foi constatado que o foco estava voltado mais em faturamento do que em rentabilidade, modelo que deixou de funcionar quando o mercado desaqueceu”, explicou ele em nota. A Corporate Consulting foi a empresa escolhida para assumir o projeto de reestruturação.

GRUPO ROMERA
A Romera é apontada como a nona maior rede varejista do país pela Sociedade Brasileira de Varejo e Consumo (SBVC). Ela está presente nos estados do Paraná, São Paulo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Acre, Rondônia e Pará. Além da rede de lojas, o grupo é formado por uma transportadora com frota própria e uma indústria de estofados.
Luis Alberto Paiva, presidente da Corporate Consulting, afirma, também em nota, que o processo de adquirir uma empresa atrelado a um processo de recuperação judicial é raro. “Isso demonstra comprometimento na retomada. O projeto que estamos traçando a partir de agora é de expansão, estruturando operações de finanças corporativas, retomada do abastecimento das lojas e redução de custos operacionais”. A expectativa é de que o ciclo de reestruturação pode levar de 12 a 24 meses, com a estruturação de aportes financeiros de até R$ 80 milhões.
Segundo a própria empresa, o faturamento atual chega a R$ 580 milhões. A dívida de R$ 130 milhões é distribuída entre fornecedores (90%), bancos (7%) e funcionários (3%).