O projeto de reforma do Terminal Urbano de Apucarana está em fase de desenvolvimento no Instituto de Desenvolvimento, Pesquisa e Planejamento de Apucarana (Idepplan). A expectativa é que seja finalizado em um prazo de três meses. Desde a inauguração, em 1996, o prédio não passou por uma reforma. Usuários e lojistas reclamam de goteiras, falta de bancos, higiene precária nos banheiros, iluminação deficiente, além de problemas nos sistemas elétrico e hidráulico. Porém, o projeto tem causado preocupação entre lojistas e feirantes, que não sabem se precisarão deixar o local durante as obras.
O vice-prefeito, Sebastião Ferreira Martins Júnior, o Júnior da Femac, explica que o projeto tem como referência o Mercado Municipal de Curitiba. “O projeto de revitalização compreende todo o Terminal Urbano, mas o foco é a Feira do Produtor e as lojas, tanto as que ficam no interior quanto as que circundam o prédio”, explica.
Os comerciantes, assim como os feirantes, de acordo com Júnior da Femac, terão os espaços padronizados, o piso será totalmente reformado, retirando os degraus existentes, e a iluminação será melhorada, mudando o aspecto atual. “Também estamos pensando em um mezanino, que irá abrigar mais lojas e restaurantes, fortalecendo o setor gastronômico. Além disso, vamos deixar o local mais acessível”, diz.
Júnior da Femac observa que o projeto será modular, podendo assim ser feito em etapas. “Somente após a conclusão do projeto, vamos ter um valor, mas será uma obra grande. Já temos R$ 500 mil, via emenda parlamentar do deputado federal Aliel Machado (REDE), através do pedido dos vereadores Lucas Leugi e Luciano Molina, que é do partido”, afirma.
PREOCUPAÇÃO
Apesar de ainda não ter saído do papel, o projeto divide opiniões entre os comerciantes e feirantes do local. A maior preocupação é sobre o início das obras, que segundo o vice-prefeito, deverão começar ainda neste ano. “A nossa autorização vence em julho e não sabemos se vamos poder continuar aqui. Essa é uma preocupação desde o anúncio do projeto”, diz o comerciante Alexander Gambe, que trabalha no local há 23 anos.
O feirante Lúcio Cilente, que também trabalha no local há mais de 20 anos, também está preocupado. “Estamos bastante preocupados, porque o sustento de muitas famílias sai daqui”, diz. Somente na Feira do Produtor são cerca de 70 feirantes, que vendem seus produtos todas as quartas-feiras e sábados.
Por outro lado, todos concordam que o local precisa de melhorias urgente. “Esse prédio precisa de uma reforma geral, mas de imediato é preciso trocar as telhas, as calhas e fazer uma pintura nova, além da iluminação”, avalia o barbeiro, Bendito Francisco Fonseca, que tem um salão há 33 no Terminal.
O vice-prefeito garante que o cronograma de obras será elaborado para causar o menor impacto possível nas atividades desenvolvidas no interior do prédio.