Entre os novos contornos rodoviários anunciados pelo Governo do Estado, três estão previstos para a região. Apucarana, Arapongas e Jandaia do Sul vão receber investimentos na ordem de R$ 305 milhões, entre o segundo semestre de 2018 a 2020, para execução das obras. Os projetos estão aprovados pelo Departamento de Estradas de Rodagem (DER/PR) e vão resolver um problema comum nos municípios que são cortados por rodovias, como o tráfego pesado de caminhões, que gera lentidão e inúmeros acidentes de trânsito.
A obra mais extensa está prevista para Apucarana, com 15 quilômetros. O contorno irá desviar o tráfego da BR-376 pela região Leste, desafogando toda a extensão das avenidas Minas Gerais e Brasil. O secretário de Obras de Apucarana, engenheiro Herivelto Moreno, explica que o contorno irá começar na Estrada de Correia de Freitas, no acesso ao Aeroporto Capitão João Busse, na Vila Reis, no local onde foi construído recentemente a trincheira pela CCR RodoNorte.
“O traçado oficial ainda não está pronto, mas o planejamento inicial prevê o início do contorno na Vila Reis, passando a mil metros do Residencial Sumatra, na região do Parque da Raposa, saindo atrás da Facnopar e Residencial Solo Sagrado”, diz. Segundo o DER, as obras estão previstas para 2020, com investimentos na ordem de R$ 120 milhões.
Herivelto observa que o Contorno Leste de Apucarana é uma reivindicação desde a década de 1980. “Essa é uma obra extremamente importante para desafogar o trânsito da Avenida Minas Gerais, além de reduzir os acidentes neste trecho. O contorno também criará um novo corredor, que irá possibilitar a expansão industrial no município, além de melhorar o fator logístico para as empresas”, diz.
O secretário de Obras de Apucarana comenta que o final do Contorno Leste de Apucarana ficará a poucos quilômetros do Contorno de Arapongas, que está previsto para ser construído logo após o Trópico de Capricórnio. Segundo o DER, as obras do Contorno de Arapongas estão previstas para começar no segundo semestre de 2018. Já o término deverá ocorrer em 2020. Serão 10,2 quilômetros, entre os quilômetros 179 e 189 da BR-369, próximo ao Centro de Eventos Expoara. Atualmente, o valor da obra está estimado em R$ 125 milhões.
No caso de Arapongas, o projeto de desapropriações de propriedades rurais já teve início e deverá ser feito pela própria concessionária que administra a rodovia, a Viapar. Uma das vantagens mencionadas em abril pela administração, quando o prefeito Sérgio Onofre (PSC) tratou pessoalmente o assunto com o Governo do Estado, é que 60% da área a ser desapropriada pertence a um único proprietário.
JANDAIA DO SUL
Segundo o DER, o Contorno de Jandaia do Sul também está previsto para ser construído entre o segundo semestre de 2018 e o final de 2019. De acordo com o projeto, o trecho terá seis quilômetros, entre os quilômetros 215 e 219 (primeira entrada de Jandaia do Sul no sentido Apucarana/Mandaguari) da BR-376. A obra deve custar cerca R$ 60 milhões.
No total serão 31 quilômetros de contorno somando os três municípios.
Paraná terá
42,7 km de obras
O Governo do Paraná projeta para os próximos anos a construção de 42,7 quilômetros de novos contornos rodoviários em diferentes regiões do Estado. Os contornos fazem parte do planejamento da Coordenadoria Técnica do Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER-PR) para melhorar o sistema rodoviário estadual.
De acordo com o secretário estadual da Infraestrutura e Logística, José Richa Filho, a construção dos contornos foram planejadas após experiências satisfatórias em outros municípios. “O planejamento das rodovias está sendo feito para tirar o tráfego de veículos pesados dos perímetros urbanos. Cidades como Agudos do Sul, Campo Largo e Mandaguari receberam essas obras que contribuíram significativamente para a melhoria do fluxo de veículos, redução de acidentes e a qualidade de vida da população”, afirma.
Nas rodovias concessionadas que atravessam os municípios de Peabiru, Arapongas, Jandaia do Sul, Apucarana, Londrina e Cambé, a projeção de investimentos para todas estas obras é de aproximadamente R$ 460 milhões. (AEN)