A região fechou o primeiro trimestre do ano com mais de 1,3 mil vagas de empregos com carteira assinada. O saldo é 72% maior que no ano passado. O saldo positivo se deve, sobretudo, ao bom desempenho do setor de serviços que criou 695 postos de trabalho com carteira assinada, seguido pela indústria (359), comércio (175), construção civil (91) e agropecuária (51). O dado consta do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) e representa o saldo líquido - que é a diferença entre as contratações e as demissões - da geração de empregos em 29 municípios (veja o gráfico).
Em toda a região, Apucarana foi a cidade com o maior saldo na criação de vagas no trimestre. Foram 515 aberturas de emprego, a maioria no setor de serviços (271), indústria (204) e construção civil (59). O comércio e a agropecuária fecharam com saldo negativo.
Arapongas também apresentou desempenho positivo e encerrou o trimestre com 511 vagas de emprego com carteira assinada. Mais uma vez o setor de serviços aparece como o maior gerador de trabalho com 250 vagas, seguido pela indústria (198), comércio (63) e agropecuária (2).
O terceiro maior saldo da região é de Mauá da Serra, que encerrou o trimestre com 101 postos de trabalho com carteira assinada. Conforme o Caged, 66 vagas foram criadas no setor de serviços, 21 no comércio e 18 na indústria. No geral, 21 municípios fecharam o trimestre com saldo positivo e 9 com negativo.
DESEMPENHO
Conforme o economista Rogério Ribeiro, professor da Universidade Estadual do Paraná (Unespar), campus Apucarana, a geração de emprego na região apresentou desempenho 72% maior do que o resultado obtido no mesmo período do ano passado e 39% maior do que o 1º trimestre do ano de 2020, antes dos impactos da crise da pandemia.
“É um resultado bom, principalmente se considerarmos que nos últimos 12 meses o total de novos empregos gerados no território ficou em pouco mais de 2 mil. Isto significa que os últimos meses do ano de 2022 e, principalmente o 1º trimestre deste ano é que são responsáveis pela geração dos empregos”, analisa.
Segundo o economista, o bom resultado teve contribuição do crescimento econômico de 2022 da expectativa de crescimento deste ano. “É claro que temos indicadores de desaceleração da economia ao longo deste ano, principalmente pela inflação que está ocorrendo e por causa dos juros elevados que estão sendo praticados no país. Soma-se a isto o problema de nossa moeda estar muito desvalorizada e temos um potente freio para a economia com reflexos na geração de emprego”, observa.
Na opinião do economista, o mercado de trabalho depende muito da conjuntura econômica nacional, porém tem ações que podem ser feitas localmente e mesmo demandas de ações e políticas que podem e devem ser cobradas das instâncias de governos estadual e federal para melhoria da renda real média do território.
Região cria 383 vagas de emprego em março, com destaque para Arapongas
Em março a região criou 383 vagas de emprego. O destaque fica para Arapongas que foi o município com o maior saldo (233) puxado, sobretudo, pelos serviços (92) e pela indústria (91). O comércio também teve sua parcela de contribuição com a geração de 40 vagas. O município superou, inclusive, o saldo registrado em março do ano passado que fechou com 120 postos de trabalho.
Em Apucarana, a criação de vagas recuou em comparação com fevereiro que fechou com 430 vagas. Foram 129 vagas criadas no setor de serviços e 36 no comércio, o município, entretanto, perdeu 71 vagas na indústria, 5 na construção civil e 4 na agropecuária, terminando março com saldo de 85 postos de trabalho com carteira assinada. O resultado superou março do ano passado que fechou com zero.
No geral, 19 municípios encerraram março com saldo positivo e 10 com saldo negativo.
Paraná encerra mês com saldo de 13.387 novos postos de trabalho
O Paraná terminou o mês de março com saldo de 13.387 vagas de emprego com carteira assinada, melhor resultado do Sul e quinto melhor do País no período, atrás apenas de São Paulo (50.768), Minas Gerais (38.730), Rio de Janeiro (19.427) e Goiás (13.667).
O volume de empregos gerados no terceiro mês do ano é praticamente o mesmo de todo o Nordeste no período. Na comparação com março do ano passado, o crescimento foi de 137% (5.642 vagas em março de 2022, na série com ajuste).
Com esse resultado, o Paraná alcançou 44.618 vagas formais no primeiro trimestre do ano (fruto de 481.145 contratações e 436.527 demissões), quarto melhor resultado do Brasil, atrás de São Paulo (136.604), Minas Gerais (64.187) e Santa Catarina (48.471). O País encerrou o trimestre com saldo de 526.173 vagas – ou seja, o Paraná representou quase 8,5% do total.