No Núcleo Regional de Apucarana, que abrange 13 municípios, o prejuízo estimado pela Seab atinge R$ 298,6 milhões. Entre os produtores que afetados está Paulo Bovo, de Apucarana, que registrou quebra de 40% na lavoura de soja. O agricultor afirma que se em Apucarana, que possui um clima mais favorável houve menos perdas que em outros municípios da região.
“A região de Apucarana é muito boa, alta e fresca. Sempre quando quebra aqui as outras regiões quebram mais. Mas aqui a perda não será muito grande, vai dar para honrar os compromissos. Meus planos são adiantar a safrinha para ter lucro e ajudar no orçamento”, comenta.
Segundo o vice-presidente do Sindicato Rural de Apucarana, Geraldo Maronezi, a quebra na agricultura é culpa da falta de chuva regular que prejudicou todas as culturas de verão. Maroneze aponta que no Vale do Ivaí há regiões com perdas maiores, outras que estão dentro da média. “A estiagem prejudica mais o solo das regiões de baixa altitude, causando maior ressecamento. Regiões de Kaloré, Borrazópolis e São Pedro do Ivaí não tiveram muita chuva para armazenar e aguentar mais esse período. Principalmente as lavouras de milho sentiram mais nessas regiões”, explica.