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Região ganha 2,4 mil MEIs em 2019

Da redação

| Edição de 11 de março de 2020 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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No ano passado, 2.399 trabalhadores autônomos ingressaram no programa Microempreendedor Individual (MEI) e formalizaram suas atividades em Apucarana, Arapongas e Ivaiporã. Dados do Portal do Empreendedor mostram que até dezembro de 2019 havia um total de 14.569 profissionais legalizados como pequenos empresários nos três maiores municípios da região. O número representa um crescimento de 19,71% em relação a dezembro de 2018, quando havia 12.170 cadastros.  
Em Apucarana, dos 1.049 cadastros registrados no ano passado, 498 foram feitos na sala do empreendedor, a maioria para os segmentos de barbearia e tabacaria. “Também houve grande procura no ramo da construção civil, salão de beleza, mas a tabacaria e a barbearia foram os campeões de 2019”, afirma a agente de crédito e desenvolvimento da Sala do Empreendedor de Apucarana, Leila Barbosa Toneli. 
Toneli explica que é possível se formalizar pela internet, em um escritório de contabilidade ou pela Sala do Empreendedor. Ao se formalizar, o pequeno empresário terá uma série de vantagens como o registro no Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas (CNPJ), o que facilita a abertura de conta bancária, o pedido de empréstimos e a emissão de notas fiscais, isenção de tributos federais e seguridade social, como auxílio maternidade, auxílio doença, aposentadoria, além de poder ter um empregado contratado que receba o salário mínimo ou o piso da categoria.  
E foi justamente por estas e outras vantagens que o barbeiro Lucas Madureira, de 27 anos, decidiu aderir ao MEI e formalizar o seu negócio. “É uma maneira de ter mais segurança para poder aposentar no futuro ou ter um recurso financeiro se acaso me machucar trabalhando”, avalia. 
Madureira conta que tomou conhecimento sobre o programa após seu estabelecimento passar por uma fiscalização. Ele recebeu orientação e procurou a Sala do Empreendedor. “Fiz um curso para saber mais sobre o MEI e como regularizar o meu estabelecimento de acordo com as exigências”, conta. 
A confeiteira Aliny Mariana da Silva, 30 anos, de Apucarana, também decidiu formalizar seu negócio por orientação de uma amiga. “Comecei a trabalhar em casa um tempo sem formalizar, mas uma amiga comentou que além de contribuir para a aposentadoria, o MEI garante outros benefícios, como a licença maternidade por exemplo “, comenta. 
Aliny destaca ainda que tem um maior controle de seus rendimentos. “O que melhorou que alguma coisa que preciso consigo o auxílio do Sebrae. E tenho um controle maior dos meus rendimentos, porque tenho que passar relatório anualmente. Antes eu não sabia o quanto eu ganhava e quanto gastava e agora tenho tudo certinho”, afirma.

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