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Região já soma nove mortes por gripe

Vanuza Borges

| Edição de 10 de agosto de 2016 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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Mais um caso, envolvendo paciente do Pirapó, foi confirmado ontem

A 16ª Regional de Saúde (RS), de Apucarana, confirmou ontem à tarde a nona morte decorrente de Gripe A. A vítima é um homem, de 52 anos, morador do Distrito de Pirapó, em Apucarana. Ele, que não tinha histórico de doenças crônicas, apresentou os primeiros sintomas no dia 18 de julho, foi internado no dia 25 no Hospital João de Freitas em Arapongas e foi veio a óbito do dia seguinte, 26. O laudo do Laboratório Central do Estado (Lacen), divulgado ontem à tarde, revela que a morte foi causada pelo vírus H1N1, a versão mais severa da influenza circulante no Estado. Com este caso, Apucarana totaliza quatro mortes, todas por H1N1.

As vítimas de Apucarana são duas mulheres, de 28 e 57 anos, e dois homens, de 48 e 52 anos. A Regional de Saúde também confirmou neste ano três casos em Arapongas, um em Califórnia e um em Jandaia do Sul. Na cidade vizinha Arapongas, os três óbitos são masculinos e os pacientes tinham 70, 43 e 42 anos. Dos casos, duas mortes são por H1N1 e outro por Influenza A. Já a vítima de Califórnia também é um homem, de 58 anos, que morreu por Influenza A. A morte de Jandaia do Sul é de uma mulher, de 53 anos, que também faleceu após ser infectada com o Gripe A. Nas duas últimas situações, os exames não conseguiram subtipar os vírus.

Durante todo o ano passado, a Regional de Saúde registrou apenas dois casos e por Influenza D, um resultou acabou resultando no óbito de um homem, de 43 anos. A chefe do departamento epidemiológico, da 16ª RS, Cacilda do Prado, observa que este ano a presença do vírus em todo o Brasil está maior e observa que os cuidados preventivos devem ser mantidos mesmo com o tempo mais quente, como está ocorrendo nos últimos dias. “Devemos sempre lavar as mãos com sabão ou higienizar com álcool 70% e também manter os ambientes ventilados”, ressalta.

Cacilda também orienta em casos de sintomas de gripe, o paciente deve procurar imediatamente uma unidade básica de saúde. O motivo, reforça a chefe do departamento epidemiológico, é que o medicamento Tamiflu, usado nesses casos é mais eficaz quando administrado nas primeiras 48 horas.

Ela observa ainda que a febre é o principal sintoma que difere gripe do resfriado. “Se perceber que os sintomas estão agravando de forma rápida, o paciente deve procurar o médico sempre”, reforça.