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Região mantém saldo negativo de vagas

Da Redação

| Edição de 28 de julho de 2016 | Atualizado em 02 de dezembro de 2016

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Dos cinco maiores municípios da região, quatro tiveram desempenho negativo no saldo de vagas formais de emprego no mês de junho. Os números foram divulgados ontem pelo Caged e mostram que a crise não deu sinais de trégua mês passado. Em todo Brasil, foram cortados mais de 91 mil postos de trabalho.

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Na região, o município de Arapongas foi o que mais cortou empregos, com saldo negativo de 193 vagas no mês de junho, seguido de Apucarana, com perda de 95 postos de trabalho e Ivaiporã, com 20 vagas (ver infográfico). A exceção foi o município de Faxinal, que fechou o mês com saldo positivo de 3 vagas.

No acumulado do semestre, entretanto, a região tem números um pouco melhores. Dos cinco municípios, apenas dois fecharam com saldo negativo. O município que mais perdeu vagas no semestre foi Ivaiporã, com 165 postos de trabalho a menos, seguido de Apucarana (- 36). Jandaia do Sul (95), Faxinal (77) e Arapongas (48) encerraram o semestre com aumento no número de vagas formais.

Apesar dos números continuarem negativos em junho, a economia dá sinais de recuperação. O Paraná fechou mês com um saldo negativo de 7.130 postos formais de trabalho – diferença de 87.374 admissões e de 94.504 demissões. No mesmo período do ano passado, o saldo havia sido negativo em 8.893 empregos. Boa parte desse resultado se deve, mais uma vez, à agropecuária, com saldo positivo de 460 vagas, influenciada pelas contratações para a colheita da safra de laranja. “Graças ao setor agropecuário, o ritmo de perda de vagas perdeu ritmo no Estado”, afirma a economista Suelen Rodrigues dos Santos, do Observatório do Trabalho da Secretaria de Estado da Justiça, Trabalho e Direitos Humanos.

No acumulado de janeiro a junho, o saldo estadual foi negativo em 16.512 vagas, fruto da diferença entre 568.161 admissões e 584.673 demissões. “O desempenho ainda foi impactado principalmente pelos resultados negativos da indústria e do comércio, fruto de um efeito em cadeia da crise. Com o aumento do desemprego, o consumo cai e as vendas no comércio têm retração”, diz a economista. “Mas em junho já se observa uma redução da trajetória de perdas de postos de trabalho”, diz.

O setor de serviços foi o campeão de saldo de vagas com carteira assinada no Paraná no primeiro semestre de 2016, com criação de1.831 empregos. A agropecuária ficou em segundo lugar, com saldo positivo de 1.471 vagas