Pecuaristas têm quinze dias para ficar em dia com a 2ª fase da campanha de vacinação contra a febre aftosa bovina, que encerra dia 30. A estimativa da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) é que 9,2 milhões de cabeças de bovinos e búfalos de todas as idades sejam vacinados no estado. Na regional da Adapar de Ivaiporã, que tem área de abrangência de 21 municípios do Vale do Ivaí e da região central do estado, a previsão é vacinar cerca de 670 mil cabeças. Os produtores devem vacinar e comprovar a vacinação no período de 1 a 30 de novembro.
A médica veterinária Maria Andreola, do escritório regional de Ivaiporã da Adapar diz que a expectativa é atingir 100% do rebanho e para isso vai intensificar a fiscalização e acompanhamento nas propriedades. Ela explica que a aquisição e aplicação da vacina contra a febre aftosa é de responsabilidade dos proprietários dos animais. “A vacinação e a comprovação são obrigatórias e estão previstas em legislação estadual”.
Quem não vacinar e/ou não comprovar a vacinação será multado de acordo com o número de cabeças não vacinadas, mas com um valor mínimo de 10 UPFs (Unidade Padrão Fiscal do Estado), que equivale a R$ 94,47 cada uma. A comprovação da vacina deverá ser feita através do site www.adapar.pr.gov.br.
Maria Andreola recomenda aos criadores adquirir as vacinas nas lojas registradas e autorizadas pela Agência. “Para diminuir os riscos que podem comprometer a qualidade e a eficiência da imunização, estamos também recomendando que a compra da vacina sejam mais próximas das datas da aplicação, evitando o armazenamento das doses por períodos prolongados”. A vacina deve ser mantida entre 2 e 8 graus, tanto no armazenamento e transporte, quanto durante o processo de imunização.
De acordo com informações da Adapar, em maio de 2015, o governo do Paraná encaminhou expediente ao MAPA solicitando o início dos procedimentos visando à obtenção do reconhecimento internacional como Zona Livre de Febre Aftosa, sem a vacinação, porém nem todas as ações estruturantes foram implementadas, em face da crise econômica e das dificuldades orçamentárias. (IVAN MALDONADO)