O governador Beto Richa lançou ontem o Mutirão Paranaense de Cirurgias Eletivas. O objetivo é, em um ano, a partir de 1º de setembro, realizar 30 mil cirurgias de catarata, hérnia de disco, cirurgias ortopédicas, ginecológicas e demais áreas que não são emergenciais, mas que comprometem a qualidade de vida daqueles que aguardam sua vez de operar. A meta é reduzir a fila de espera por cirurgias eletivas de média complexidade. Na região, levantamento preliminar da 16ª Regional de Saúde (RS) de Apucarana e 22ª RS de Ivaiporã apontam uma fila de espera de mais de 4,7 mil pessoas.
Inicialmente, estão previstos R$ 33 milhões para o programa. Dos 30 mil procedimentos previstos, 15 mil serão de catarata, o que pode zerar a fila desse tipo de cirurgia no Paraná. “O Paraná é um dos estados que mais realiza esse tipo de cirurgias no país. Com o mutirão, o objetivo é ampliar em 50% o número de procedimentos em um ano”, disse o governador.
Na solenidade, o governador fez um balanço dos investimentos do governo estadual em saúde e atribuiu o bom momento ao ajuste fiscal do Estado. “Ao contrário de vários estados brasileiros, o Paraná se antecipou e fez um grande ajuste para superar a crise econômica nacional. Agora estamos com o orçamento equilibrado e com dinheiro para investir”, disse ele, citando, como exemplo, a liberação de R$ 60 milhões, no mês passado, para transporte médico. Richa também criticou o governo federal pelo corte de R$ 13 milhões do orçamento para a saúde e disse que o subfinanciamento à área sobrecarrega municípios e estados.
O secretário estadual da Saúde, Michele Caputo Neto, disse a prioridade das cirurgias será dada para os casos mais graves. “Com esse mutirão vamos resolver todos os casos mais sérios e intermediários. Acreditamos que podemos zerar a fila para cataratas”, disse o secretário.
O Mutirão atende os municípios que estão na gestão estadual. Os municípios que têm Gestão Plena do Sistema de Saúde, que têm mais de 50 mil habitantes, caso de Apucarana, poderão aderir ao mutirão estadual. Esses municípios recebem recursos para o mutirão diretamente do Ministério da Saúde.
REGIÃO
Pelo mutirão, o número de pessoas que aguardam por cirurgias de média complexidade é levantado pelas 22 Regionais de Saúde. Dependendo da demanda, a oferta poderá ser ampliada.
Na região, a 16ª RS de Apucarana, que tem uma área de abrangência de 17 municípios, tem uma fila de espera de quase 2,7 mil pessoas. A área de ortopedia tem a maior demanda reprimida, com 801 pacientes (28%), seguida da área de otorrino, com mais de 500 pacientes na fila. A gerente da 16ª RS, Clara Ilza Lemes de Oliveira, que esteve na solenidade de lançamento, destaca que o investimento do governo será importante para redução dessa demanda.
Na 22ª RS de Ivaiporã, que atende 16 municípios, levantamento preliminar aponta demanda de quase 2 mil cirurgias.
Preferencialmente, as cirurgias serão realizadas por prestadores da região de residência do cidadão, mas haverá referências estaduais para oferta crítica.