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Região tem índices de infecção hospitalar abaixo da média

Renan Vallim

| Edição de 25 de maio de 2017 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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Motivo de preocupação para quem precisa passar por uma intervenção cirúrgica, a infecção hospitalar não está na lista de desafios dos hospitais da região. De acordo com dados da 16ª Regional de Saúde (RS), os principais hospitais da região estão com índices de infecção hospitalar dentro do aceitável. Honpar, Santa Casa, Providência e Materno-Infantil têm índices números bem abaixo do estipulado pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Na comparação com os dados nacionais, a diferença é ainda mais gritante.

Imagem ilustrativa da imagem Região tem índices de infecção hospitalar abaixo da média
Imagem ilustrativa da imagem Região tem índices de infecção hospitalar abaixo da média


De acordo com a OMS, é aceitável que o índice de infecção em um hospital seja de 5%. Esse mesmo índice é também preconizado pelo Ministério da Saúde. A média brasileira ficou quase o triplo desse número, chegando a 14%. Cerca 100 mil pessoas morrem todos os anos por conta de infecções hospitalares no país.
Na região, o hospital com maior nível de infecção hospitalar é o Hospital Norte-Paranaense (Honpar), antigo Hospital João de Freitas, em Arapongas. O índice em 2016 ficou em 3,37%, o que significa que, a cada 1 mil internações, 33 casos de infecção hospitalar são registrados, em média. A reportagem tentou entrar em contato com a direção do hospital, mas ninguém foi encontrado para repercutir os números.
Segundo Marcos Vinícius da Costa, chefe da Divisão de Vigilância em Saúde da 16ª RS, a situação não preocupa. “Apesar do Honpar estar com a taxa acima do que os demais hospitais da nossa região, este índice está dentro da normalidade para a característica do hospital. O Honpar realiza um grande número de atendimentos, inclusive de alta complexidade. A instituição mantém a média de casos praticamente inalterada e realiza um controle periódico”, afirma.
Na sequência aparece o Hospital da Providência, de Apucarana, com índice de 1,13%. Ou seja, a cada 1 mil internamentos, 11 casos de infecção hospitalar são registrados, em média. O ‘Providência’ mantém internamente dois grupos profissionais responsáveis por implantar, executar e monitorar medidas que visam prevenir e reduzir as infecções hospitalares.
“Estamos trabalhando para orientar técnicas aos profissionais da saúde e prevenir infecções. Higienizar as mãos é o principal hábito que podemos ter. Pacientes e acompanhantes podem colaborar com a prevenção se tiverem esse cuidado. Para evitar a transmissão de infecção, tentamos minimizar a entrada de alimentos, itens de enxoval, televisores, ventiladores e outro objetos que possam ser fonte de contaminação” afirma a coordenadora do SCIH, Samanta Campaner.
Com os menores índices entre os principais hospitais da região estão o Materno-Infantil (Apucarana), com 0,76%, e a Santa Casa (Arapongas), com 0,71%. Em média, a cada 1 mil internações em ambas as instituições de saúde, são registrados apenas sete casos de infecção hospitalar.

Paraná é pioneiro em notificação e controle
Em 2009, o Paraná foi o primeiro Estado a implantar o Sistema Online de Notificação de Controle de Infecção Hospitalar (SONIH). O uso dessa plataforma permite que os dados sejam automaticamente analisados, e em tempo real. Cada hospital do Paraná precisa notificar o SONIH a cada novo caso de infecção hospitalar.
De acordo com Marcos Vinícius da Costa, chefe da Divisão de Vigilância em Saúde da 16ª RS, o acompanhamento junto aos hospitais através do SONIH é constante.
“Na nossa região, os índices não apresentam evolução de casos e estão dentro da normalidade. A situação é considerada grave quando o número de casos de infecção atinge um patamar elevado e esta evolução apresentar uma condição muito acima dos parâmetros periódicos. Na nossa regional, há tempos não temos situações como essa”, afirma.
Segundo ele, existem vários tipos de infecção hospitalar, sendo que os mais comuns são causados por bactérias. “Nesses casos, é fundamental oferecer tratamento adequado ao paciente infectado e realizar ações para interromper a propagação da infecção, como a higienização de ambientes, equipamentos e instrumentos; isolamento de pacientes e até mesmo a interdição de determinadas alas, dependendo do caso.