A região exportou US$ 194 milhões em 2017. O valor é 8% menor do que no ano anterior, que havia fechado em US$ 221,2 milhões. A maior queda absoluta foi em Arapongas. Mesmo com resultado mais baixo do que em 2016, os municípios de Apucarana, Faxinal e Mauá da Serra registraram aumento nas vendas para o exterior.
Arapongas exportou, em 2017, o equivalente a pouco mais de US$ 63,4 milhões em 2017. O valor é 16% menor do que o registrado em 2016, quando o município enviou para fora do país o equivalente a US$ 75,4 milhões. No total, a cidade exportou US$ 12 milhões a menos no ano passado.
Jardim Alegre foi o município da região com maior redução nas exportações. A cidade exportou US$ 143,6 mil em 2017, valor 90% menor do que o registrado em 2016: US$ 1,4 milhão.
Mesmo com o resultado pior na região, os municípios de Apucarana, Faxinal e Mauá da Serra fecharam o ano que passou em alta. Os três conseguiram, juntos, incrementar em mais de US$ 4,3 milhões as vendas para o exterior ao longo de 2017. Foram US$ 63,5 milhões movimentados por estes municípios ao longo do ano, um acréscimo de 7,3% se comparado ao ano anterior, que registrou US$ 59,2 milhões.
Já Apucarana liderou o aumento absoluto de exportações, incrementando o valor em mais de US$ 2,6 milhões. O envio para fora do país de produtos da cidade movimentou quase US$ 60,8 milhões, valor 4,6% mais alto do que no ano anterior, que ficou em US$ 58,1 milhões.
O produto mais exportado por Apucarana em 2017 foi a farinha de cereais (38,2%), seguido pelo couro (37,2%) e pelos tecidos de algodão (10%). Angola foi o país que mais recebeu produtos apucaranenses (37,4% do total exportado). Em segundo lugar ficou a Coreia do Sul (19,2%) e, logo em seguida, a Itália (11,2%).
O maior aumento proporcional nas exportações ficou por conta de Faxinal, que cresceu em mais de 10 vezes o valor vendido a outros países. Em 2016, o município exportou US$ 47,5 mil. Já em 2017, este valor chegou a US$ 514,7 mil. A maior parte (88,2%) é composta por farinha de cereais, sendo seguida pelos grãos de cereais trabalhados (10%). Angola (88,2%), Suriname (10,2%) e Venezuela (1,6%) foram os destinos para as exportações do município.
Mauá da Serra também obteve destaque, mais que dobrando o valor das exportações. A cidade passou, de US$ 1 milhão em 2017, para US$ 2,2 milhões, incremento de 112%. Os produtos mais exportados foram gordura vegetal (81,6%) e soja (9,7%). A Coreia do Sul recebeu 81,6% dos produtos exportados pela cidade. Logo depois vêm China (9,7%) e Japão (4,5%).
Já Borrazópolis, que não figurava entre os municípios exportadores em 2016, aparece com US$ 61,5 mil exportados em 2017.
Perspectiva para 2018 é positiva
De acordo com o economista do campus de Apucarana da Universidade Estadual do Paraná (Unespar), Marcelo Vargas, as perspectivas para 2018 são positivas. “Em 2017, o dólar oscilou dentro de uma margem razoável, principalmente da metade do ano em diante. Não tivemos nada que abalasse a economia vigorosamente, tanto interna quanto externamente, o que contribuiu para esta situação”, diz.
Segundo ele, este cenário é favorável para exportações e importações. “Esta situação de ligeira previsibilidade contribui para a realização de planejamentos mais extensos, contratos mais longos e mais segurança econômica para as empresas, no tocante ao comércio exterior”, afirma.
Vargas acredita que 2018 deva ser um bom ano. “A economia tem dado bons sinais, com uma retomada importante. Temos eleições e Copa do Mundo, mas acredito que isso não deva atrapalhar. O ano de 2018 deverá ser mais produtivo do que 2017”.