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Região ultrapassa 2,5 mil postos de trabalho com carteira assinada

Cindy Santos

| Edição de 29 de agosto de 2022 | Atualizado em 29 de agosto de 2022
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de trabalho com carteira assinada

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Mais de 2,5 mil empregos com carteira assinada foram criados neste ano em toda a região. Dados do Cadastro de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados ontem, mostram que de janeiro a julho deste ano, os 29 municípios pertencentes ao Vale do Ivaí e região de Arapongas registraram 32.612 admissões e 30.084 demissões, um saldo de 2.528 postos formais. Mais da metade das vagas foram criadas no ramo de serviços, com 1.334 postos de trabalho, seguido pela indústria (404), agropecuária (322), comércio (237) e construção civil (231). No total, mais de 102,1 mil pessoas trabalham com carteira assinada na região. 

Apucarana teve o maior saldo acumulado entre janeiro a julho, com 703 vagas formais, a maior parte na indústria (302), serviços (299) e construção civil (102). Segundo o secretário de Industria, Comércio e Emprego, Edson Estrope, o saldo positivo reflete os investimentos que o município tem feito em cursos de qualificação com a certificação de mais de 1,7 mil pessoas. 

“Os cursos são sugeridos por empresários e sindicatos de vários segmentos que têm demanda por mão de obra qualificada. Basicamente todos saem contratados e isso gera uma melhor qualidade de vida para os trabalhadores que passar a ter uma maior rentabilidade”, assinala. 

O segundo maior saldo da região é de Jandaia do Sul, com 365 postos de emprego, sendo que 240 são da indústria. Arapongas detém o terceiro maior saldo da região com 356 vagas no período, a maioria criada pelo setor de serviços (383) e construção (214). A indústria perdeu 236 vagas no período.

A região fechou o mês de julho com 4.607 admissões e 4.150 demissões, saldo de 457 empregos formais. O número é 18% menor do que o mesmo período do ano passado quando a região criou 557 vagas. 

O ramo industrial foi a responsável por gerar a maior parte das vagas no mês, com 257 vagas, seguido pela construção civil (107), comércio (75) e serviços (47). A agropecuária foi o único setor que perdeu vagas período. Foram 29 postos extintos.

No mês de julho, Arapongas foi o município que liderou o ranking regional com 225 vagas de emprego. (Ler box)

PARANÁ

O Paraná encerrou julho com um saldo de 16.090 contratações com carteira assinada, rompendo a marca das 106,8 mil admissões formais em 2022. Foi o terceiro melhor desempenho do País no período, atrás apenas de São Paulo (67.009) e Minas Gerais (19.060). O resultado também é superior ao conjunto de todos os estados do Norte (16.080). 

Dos 399 municípios paranaenses, 259 fecharam julho com saldo positivo na abertura de vagas, o que corresponde a 65% do total. Em 15 deles, o número de contratações e de demissões foi o mesmo, com um saldo igual a 0. As outras 125 cidades (31%) tiveram saldo negativo no período.

Os municípios com o maior saldo de contratações foram Curitiba (7.993), Londrina (960), São José dos Pinhais (658), Maringá (388), Colombo (380), Pinhais (351), Fazenda Rio Grande (344), Rolândia (255), Matelândia (226) e Arapongas (225).


Arapongas está entre as 10 cidades do PR com melhor desempenho em julho

No mês de julho, o destaque ficou para Arapongas que gerou 225 vagas e ficou entre os dez municípios do Estado que mais criaram geraram empregos. As oportunidades foram criadas na indústria (148), comércio (49), serviços (31) e construção civil (26). No acumulado do ano o município fechou com 356 postos de trabalho com carteira assinada. 
O secretário municipal de Desenvolvimento, Inovação, Trabalho e Renda, Nilson Violato, ressalta que Arapongas tem se destacado por conta do empenho e movimento empreendedor de sua administração. De acordo com ele, a indústria foi a grande responsável pelo resultado obtido em julho.
“O grande movimento ocorreu na indústria da construção civil e outros segmentos industriais. O polo moveleiro teve sim uma contratação significativa, mas o grande quadro foi registrado em outros segmentos industriais que estão se instalando em Arapongas”, assinala. 
Violato disse que tem observado um redesenho das indústrias araponguenses, impulsionado pelo crescimento dos Microempreendedores Individuais (MEIs) que estão atingindo faturamento no patamar de microempresas. “E esse movimento, faz com que aumente o nível de emprego”, analisa.
Segundo Violato, outros segmentos estão fortes no município nas áreas da saúde, construção civil e tecnologia. “Isso tem colaborado com aumento do número de pessoas empregadas”, afirma.