De acordo com o economista apucaranense Rogério Ribeiro, as expectativas econômicas para o ano de 2022 no Brasil estão um pouco melhores do que o que no ano de 2021. Mesmo assim, não é esperado um avanço grande na área, principalmente por conta do desequilíbrio das contas públicas. Expectativa é que inflação continue alta no ano que se inicia.
“Ainda temos muitas incertezas acerca do controle da pandemia, mas é certo que o retorno da atividade econômica iniciada no final de 2019 e potencializada em 2021 deve se manter. Continuaremos tendo inflação, menor do que em 2021, mas ainda teremos uma inflação que já está estimada próximo do teto da meta para 2022. As expectativas atuais apontam para uma inflação de 4,98% em 2022”, considerou o economista.
Ribeiro afirma que ainda continuaremos com a taxa de câmbio elevada, nos mesmos níveis deste ano, e os juros continuarão elevados como medida de atração de investimento direto no país para equilibrar o balanço de pagamento, uma vez que temos déficit em conta corrente. “Todos estes indicadores e movimentos econômicos são acompanhados pelas autoridades governamentais e a sociedade também deve estar atenta a eles, pois as medidas para ajustes destes agregados econômicos afetam a todos nós”, analisou.
Para ele, o maior problema de nossa economia continuará sendo o desequilíbrio nas contas públicas, onde se prevê um déficit primário na ordem de 1,1% do PIB e um déficit nominal (após o pagamento dos juros da dívida pública) na ordem de 7,4% do PIB. “Com isto, nossa economia perde um pouco de confiança por parte dos investidores e há uma expectativa de que a economia cresça muito pouco, podendo até ficar estável, ou seja, crescimento econômico zero” explicou Ribeiro.
Segundo o economista, a geração de emprego e renda e o nível de atividade econômica no cenário municipal depende muito dos indicadores nacionais. Porém, muitas ações podem ser implementadas através da execução do orçamento municipal. “Isto poderá ocorrer se a arrecadação se manter dentro do previsto e os setores de planejamento e coordenação das políticas públicas municipais atuarem positivamente. Com o investimento municipal é possível viabilizar o aumento do nível de emprego nos setores da construção civil o que gera impactos diretos nos demais setores. Mas, mesmo assim, o nível de crescimento será muito pequeno por causa dos indicadores nacionais”, explicou o economista.