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Rodovias urbanas são desafio no trânsito

Renan Vallim

| Edição de 24 de fevereiro de 2017 | Atualizado em 23 de fevereiro de 2017

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Os trechos urbanos da BR-369 em Arapongas e da BR-376 em Apucarana são considerados, há anos, como os pontos mais perigosos no perímetro urbano dessas duas cidades. Em Apucarana, as avenidas Minas Gerais e Brasil sofrem com o tráfego intenso de veículos pesados. Já na Avenida Maracanã, em Arapongas, o fluxo de veículos com destino a Londrina se mistura com o trânsito local. Alto risco em ambas as vias preocupa autoridades das duas cidades, que pedem contornos. 
A Avenida Minas Gerais e o seu prolongamento, a Avenida Brasil, têm, juntas, 10,5 quilômetros de extensão. Em 2016, a via registrou, de acordo com a Polícia Rodoviária federal (PRF), 94 acidentes. Ao todo, 17 pessoas ficaram feridas e houve uma morte. “É, com certeza, a via mais violenta em termos de acidentes em Apucarana. Ela nos preocupa muito, mesmo com novos semáforos, placas e sinalização no asfalto, que aumentaram a segurança no trecho”, afirma Silnei Bolonhesi, superintendente de Trânsito da Prefeitura de Apucarana.

Imagem ilustrativa da imagem Rodovias urbanas são desafio no trânsito

Segundo ele, o tráfego intenso de veículos pesados é o que mais afeta a segurança das avenidas. “Enquanto não for construído o Contorno Leste de Apucarana, os caminhões e carretas continuarão passando pelo perímetro urbano da cidade. Além disso, nos finais de semana podem ser vistos muitos motoristas agindo com imprudência, o que aumenta a incidência de acidentes”, diz ele.O superintendente afirma que há um projeto em andamento para a construção de um novo contorno, mas que não há previsão para o início das obras. A nova rodovia, estudada desde os anos 90, teria início nas proximidades do Clube de Campo Água Azul e final na região do Distrito de Vila Reis.Em Arapongas, o número de acidentes é menor. No entanto, os seis quilômetros da Avenida Maracanã registraram acidentes mais graves, com mais mortos e feridos. Foram 68 acidentes, com duas mortes e 20 pessoas feridas. “A avenida é muito perigosa porque o acesso a vários bairros da cidade precisa ser feito através dela. O centro da cidade fica de um lado, enquanto que muitas pessoas moram do outro”, ressalta o gerente administrativo de Trânsito da Prefeitura de Arapongas, João Carlos Schelen.Assim como a Avenida Minas Gerais, a via é importante ligação entre norte e sul do estado, além de levar ao estado de São Paulo. A situação se agrava ainda mais porque a via é, em sua maioria, em pista única, impossibilitando ultrapassagens e aumentando o tráfego.“O fato de ela ser pista única acaba fazendo com que os veículos não consigam desenvolver uma velocidade muito alta, o que acaba por reduzir os acidentes. Recentemente, foram instalados novos semáforos e estamos estudando a instalação de mais aparelhos”, diz ele.Schelen pede também um contorno para a cidade. A concessionária Viapar, que administra o trecho, chegou a realizar medições em 2013 com o intuito de planejar a obra que, entretanto, foi transferida para o triênio 2018-2020.