CIDADES

min de leitura - #

Safra da região atinge 2,4 mi de toneladas

Aline Andrade

| Edição de 25 de julho de 2019 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

Fique por dentro do que acontece em Apucarana, Arapongas e região, assine a Tribuna do Norte.

A safra de grãos 2018/19 na região está na reta final da colheita. Somadas as estimativas das regionais da Secretaria de Estado da Agricultura e Abastecimento (Seab) de Apucarana e Ivaiporã, a safra na região deve chegar a 2,4 milhões de toneladas. O valor representa cerca de 6,4% da produção total do Estado, estimada em 37 milhões de toneladas. 

A regional de Ivaiporã produziu cerca de 1,6 milhão de toneladas de grãos, com destaque para a soja, responsável por mais da metade da produção (56%), com estimativa de 897 mil toneladas. Já na regional de Apucarana, a safra estimada é de 793,5 mil toneladas. A soja também foi o grão com maior estimativa de produção: cerca de 397 mil toneladas, totalizando 50%.
Apesar do grande volume produzido, algumas culturas tiveram a previsão revista por conta das geadas, que prejudicaram as lavouras do estado no início do mês. É o caso, por exemplo, do trigo, como aponta o técnico do Deparamento de Economia Rural (Deral) de Apucarana, Adriano Nunomura. “Fizemos uma previsão preliminar e o trigo, que é a principal cultura de inverno da região, deve sofrer uma perda estimada em torno de 20% a 30% do rendimento inicial esperado, que é de 2,8 mil a 3,1 mil kg/ha”. 
Segundo ele, o impacto em outras culturas será observado a longo prazo, como é o caso do café. “O café deve ter uma perda do potencial em torno de 15%. Mas esse impacto só vai ser visto na próxima safra”, ressalta. 
Em todo o Estado, a safra caminha para o final da colheita com um volume total de 37,2 milhões de toneladas, que equivale a um aumento de 5% sobre a safra anterior que rendeu um volume de 35,4 milhões de toneladas. 
A safra seria ainda maior não fosse as perdas na soja, de 17%, e no trigo, ao redor de 16% da produção. Em contrapartida, a segunda safra de milho, que está com 65% da área colhida, está apresentando um dos melhores resultados da história do grão plantado nesta época do ano. 
A análise é do Deral, que divulgou nesta ontem os resultados parciais da safra de grãos 2018/19. A preocupação era com a geada recente, ocorrida no início de julho, que poderia ter atingido várias culturas. 

MILHO
A produção do milho surpreendeu e está resultando num dos melhores volumes colhidos durante a segunda safra, registrando a maior produtividade dos últimos anos. De acordo com o analista Edmar Gervásio (Deral), a segunda safra de milho deverá alcançar produção de 13,7 milhões de toneladas, um aumento de 50% em relação ao que foi colhido no mesmo período do ano passado, cujo volume foi em torno de 9,1 milhões de toneladas.
A colheita atinge 65% da área plantada e o resultado está alcançando uma produtividade média de 6.100 quilos por hectare, uma das maiores da história do Estado. O clima foi favorável durante todo o desenvolvimento vegetativo e as geadas ocorridas no início de julho não provocaram impacto na cultura.  
Com esse resultado, as duas safras de milho cultivadas no Estado estão rendendo um volume de 16,7 milhões de toneladas que vai colaborar com a safra brasileira que este ano deve ser recorde, atingindo 98 milhões de toneladas. 
O milho paranaense vai ajudar a atender os mercados interno e externo, cuja demanda está em alta. No Brasil, a demanda por milho está aquecida em virtude da produção de carne suína, cuja cadeia está se expandindo para outros mercados no cenário internacional. 
Por conta desse aquecimento, os preços estão se sustentando entre R$ 28,00 e R$ 30,00 a saca, considerados bons. No ano passado, os preços eram os mesmos mas teve quebra de safra. Por isso, os produtores estão satisfeitos com a colheita de uma boa safra e preços acima do custo de produção.