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Safra de soja movimenta mais de R$ 1,8 bi nos municípios da região

Renan Vallim e Ivan Maldonado

| Edição de 05 de maio de 2018 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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A safra 2017/18 da soja movimentou mais de R$ 1,8 bilhão na área compreendida pelas divisões regionais de Apucarana e Ivaiporã da Secretaria Estadual da Agricultura e Abastecimento (Seab). Segundo especialistas, os altos rendimentos devem impactar positivamente na economia regional e no setor, seja através do incremento no mercado de insumos e maquinários, seja cobrindo possíveis prejuízos esperados para a entressafra vigente.
Em Ivaiporã, o escritório da Seab é responsável por 25 municípios. A produção da soja nesta última safra atingiu o patamar recorde de mais de 1 milhão de toneladas. A produtividade média da regional também atingiu marca histórica nesta safra, de quase 3,5 toneladas por hectare. Ontem, a saca de 60 quilos do grão estava sendo negociada a R$ 76,10, o que sugere um rendimento de pouco menos de R$ 1,3 bilhão.
Já na área abrangida pelo escritório de Apucarana da Seab, que compreende 13 municípios, a produção foi de 415.173 toneladas, com produtividade de 3,3 mil toneladas por hectare. Com isto, o rendimento estimado é de R$ 595,9 milhões.
De acordo com o técnico do Deral de Apucarana, Adriano Nunomura, os resultados da safra 2017/18 são positivos. “Este bom resultado acaba sendo refletido na economia da região. Com o aumento das receitas, os produtores têm condições de pagar as suas despesas e eventuais quebras de safras anteriores, fazer investimentos em sua propriedade e outros gastos que movimentam o comércio local”, destaca.
No entanto, ele aponta que alguns agricultores poderão guardar dinheiro com o intuito de cobrir possíveis prejuízos futuros. “A falta de chuvas nos últimos meses deve levar à perda de rendimento para quem plantou milho. Com isso, os lucros obtidos com a soja devem compensar em parte estas prováveis perdas”.
Nunomura lembra que a principal cultura de inverno na região é o trigo. Mas, devido ao atraso no plantio e como não há previsão de chuvas nos próximos dias, o produtor tem como alternativa plantar a aveia preta. “Esta cultura serve para não deixar o solo ‘desprotegido’ e que posteriormente será uma fonte de matéria orgânica para o solo. É como se fosse um investimento que ele faz tendo em vista um maior rendimento na próxima safra de soja”.

IMPLEMENTOS
Os bons preços pagos aos produtores devem alavancar as vendas de máquinas e implementos agrícolas na região. O agrônomo Sergio Carlos Empinotti, do Departamento de Economia Rural (Deral), da Seab de Ivaiporã, confirma a projeção. “Nossos agricultores obtiveram bons ganhos. Os preços estão melhores do que era esperado. Acredito que os produtores vão continuar apostando em melhores equipamentos e tecnologias, em busca de uma produtividade ainda maior”, diz.
Joaquim Alves Guerra, gerente de vendas de uma empresa de equipamentos agrícolas em Ivaiporã, também está otimista. 
“A gente já percebe muita procura. O problema é que existe um boato de que, em junho, os juros para investimento podem cair, dos 7,5% atuais, para 5,5%. Por isso, há muita gente aguardando. Se realmente o juro baixar, as vendas vão melhorar ainda mais. Caso o boato não se confirme, mesmo assim a tendência é de boas vendas para a próxima safra”, relata.